Empréstimo - Fronteiras e limites

Faz parte do bom senso o hábito de se delimitar os parâmetros em que se vai discutir um assunto e para não se correr o risco de se “viajar” nas possibilidades de um tema tão absurdamente extenso quanto empréstimo. Então, vou me concentrar na minha opinião sobre o assunto e falar do que existe de real nisso.

Fatos:

1. Existe uma fronteira que deve ser bem definida entre o mundo baunilha e o BDSM e o que acontece em um deles não deve interferir de forma alguma no outro. A pessoa que se sentir rotulada ou que rotular alguém por empréstimo deve reavaliar seus fundamentos e pensar bem se está pronto para cruzar a fronteira do mundo baunilha para o BDSM.

2. É perfeitamente normal, dentro do universo BDSM, a atividade do empréstimo, pois dentro deste universo, a pessoa enquanto submissa ou escrava é posse e uma posse pode ser emprestada, alugada ou vendida. É óbvio que estou falando de atividades absolutamente consensuais. No caso do empréstimo, pode ser por simples gentileza ou por uma troca de gentilezas. Pode ser apenas para um Dominador demonstrar o quanto sua escrava é bem treinada e doutrinada. No caso do aluguel pode ser por um valor simbólico (poucos não vão entender isso como prostituição). Na venda, uma boa oportunidade para uma relação BDSM ser encerrada em grande estilo e perfeitamente encaixada dentro deste universo.

3. E o que é empréstimo? Muitos se enganam em achar que emprestar algo é apenas o ato de se entregar essa pessoa a outra para qualquer atividade e ter esta devolvida em bom estado, lavada encerada e de tanque cheio. É empréstimo ceder sua escrava para que um outro Dominador demonstre alguma técnica para você. É empréstimo, ceder sua escrava para uma cena pública de Spanking ou imobilização. Portanto, muitos que são contra o empréstimo, já tem o hábito de emprestar e nem sabem.

Eu sou completamente favorável a empréstimos de todos os tipos, sendo que as limitações são apenas as das minhas escravas. Minhas escravas ou parceiras de BDSM são treinadas para empréstimo completo em ambiente ou situação temática. São tratadas como escravas e quando entram nos meus domínios são preparadas para o que der e vier.

O problema de emprestar para mim é o de encontrar pessoas qualificadas para pilotar minhas Ferraris.


GLADIUS MAXIMUS




► Empréstimo - Fronteiras e limites




7 comentários:

  1. Sempre achei o tema interessante, especialmente porque minha pouquíssima experiência, registrou maior resistência de empréstimo por parte dos Tops que da parte dos bottons.

    Acredito que o Consensual deva prevalescer sempre, e que este não é lá um bicho de tanas cabeças. mas cá entre nós... as opiniões são as mais divergentes...rsrsrs

    Flores de {myrah}_ALDO

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  2. Este foi um dos meus textos que encerrou debates. Fui o último a falar sobre o assunto e depois do que escrevi ninguém mais falou nada. Apenas alguns que manifestaram apoio.

    Vc têm razão, a resistência maior sempre é dos "Tops". O problema é a falta de Dominadores de verdade ocupando essa posição.

    Como é que alguém inseguro quanto a sua posse ou poder pode emprestar algo que não sente que é seu? Alias... como que alguém que não domina de verdade sabe o que é domínio?

    Quanto a tal consensualidade, me lembro quando numa conversa de bar com meu amigo Klaus aqui de Santos, eu citei que era contra isso de consensualidade... calma... eu explico... quando a consensualidade é plena, e não se cruzam limites, não se aprende nada, não se experimenta nada.

    Acho que deve existir confiança total e bom senso da parte de qum conduz a brincadeira. lembro ter dito ao Klaus que o certo deveria ser "bonsensualidade" ao invés de cnsensualidade. (E assim a língua portuguesa ganhou uma nopva palavra).

    Klaus deve ter achado isso interessante, pois foi o tema de sua palestra no último 24/7 no Dominna.

    Olha só o que você fez mirah... me inspirando para escrever sobre outros bons temas:

    - O Domínio verdadeiro
    - "Bonsensualidade" ao invés de consensualidade

    Vou pensar seriamente em escrever sobre eles.

    Obrigado pela sua ativa colaboração e saber que você é um dos meus 3 leitores.

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  3. "quando a consensualidade é plena, e não se cruzam limites, não se aprende nada, não se experimenta nada."

    Concordo com o Senhor.

    Eu tenho dado saltos incríveis para acompanhar a brilhante condução do meu DONO, simplesmente, porqe não me agarro aos meus limites e porque ELE exerce domínio legítimo sobre a peça que possui.

    ELE sabe até onde posso chegar, sem se deixar levar pela "consensualidade previsível", aquela que de tão correta fica morna...

    Confiança total, domínio responsável e entrega "conscientemente incondicional", são palavras de ordem, quer numa questão como empréstimo, ou na quebra de limites.

    Assim eu penso....mas sou só uma iniciante... tenho muito que aprender.

    Respeitos
    {myrah}_ALDO

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  4. "O problema de emprestar para mim é o de encontrar pessoas qualificadas para pilotar minhas Ferraris." Excelente colocação, digamos que sou Baunilha mas admiro muito o Universo BDSM, imagino que leva-se muito tempo para conquistar a confiança de uma sub e treiná-la, ninguém vai querer perder todo o progresso conquistado entregando sua posse pra alguém que não vai saber jogar dentro dos limites dela. Se você entregar sua sub pra alguém e essa pessoa cometer um excesso é em você que ela vai deixar de confiar.
    Bom, pelo menos essa é minha visão e eu não tenho vivencia nesse Universo pra falar com propriedade.
    Me chamou a atenção o que você falou de Venda, sobre ser uma boa forma de encerrar uma relação BDSM, você tem algum post sobre o assunto? Se você vender sua escrava a um Dom a quem ela não queira pertencer, como fica essa situação? Você devolve o valor pago e ela volta a ser sua? Ou o comprador fica no prejuízo? Porque me parece obvio que ela, por mais que seja submissa, continua tendo o direito de escolher quem terá poder sobre si.

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    1. Vale tudo quando todas as partes, sejam lá quantas forem, estejam de acordo.

      Logo, isto termina ampliando as possibilidades até o limite de cada um.

      A "venda" seria apenas apenas pró forma, com tanto valor quanto qualquer dos "contratos" usado para firmar relações BDSM, ou seja, nenhum.

      Lembrando que a consensualidade é parte importante das bases do BDSM, jamais ocorreria de uma "venda" ser feita sem que a parte a ser "vendida", assim o queira e a tal venda seria apenas simbólica.

      O poder sempre emana da parte que se submete para a que Domina e SEMPRE terá direito de escolher quem terá direito sobre si.



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  5. Anônimo25.2.16

    O senhor poderia me explicar mais sobre esses tópicos por favor?
    Ass:Angelica

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    1. Angélica

      Mande um Email com as suas dúvidas colocadas de forma específica para o Email do Blog:

      diariodeumdominador@gmail.com

      Terei o maior prazer em responder.

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