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Apimentando a relação: o prazer no Spanking




Só um tapinha não dói...

E numa dessas visitas ao paraíso das sex shops, achamos em algum canto brinquedinhos para se bater no parceiro... De madeira ou plástico, na forma de raquete ou espanador, com tiras de couro ou camurça e até mesmo, uma vara com um quadradinho de couro na ponta.

Mas o que fazer com eles? Qual será o efeito do seu uso na cama?


A primeira coisa que precisa saber é que todo esse processo tem nome... chama-se SPANKING. O Spanking pode descrever tanto um prática isolada quanto um universo de relações afetivas entre pessoas que gostam de bater (Spankers) em pessoas que gostam de apanhar (Spankees).

O Spanking causa efeitos físicos e psicológicos de tanta intensidade, que é utilizado por praticantes do BDSM* e do Age Play**, para potencializar o prazer de suas práticas e atividades. E o mesmo pode ser feito por casais “comuns”, para apimentar o que acontece entre quatro paredes. 

Ok, um tapinha não dói... E vários?

Falando tecnicamente, o Spanking causa na área afetada um trauma superficial, uma inflamação e eventualmente, o rompimento de micro vasos sanguíneos (o que causa as marcas roxas). Como muito sangue migra para a região, sua sensibilidade aumenta... Isto é, ele ou ela ficará mais sensível tanto para a dor quanto para as carícias intercaladas com o Spanking. Assim, o objetivo é alavancar o prazer na “região alvo”.

Mas qual é o limite? Até onde posso ir com o meu parceiro?

O limite é exatamente onde a coisa toda deixa de ser divertida e prazerosa para as partes envolvidas. Ou seja, a quantidade e a intensidade da prática dependerão da resistência e do prazer dele ou dela.

O efeito de um tapa vai além da dor

O tapa por si só tem mais impacto do que o resultado físico do golpe, pela maneira como conecta quem o leva ao tipo mais primitivo e ancestral de punição que é a palmada.

O simples ato de "bater e apanhar", estabelece uma dinâmica de hierarquia momentânea, onde quem bate assume a posição dominante e quem apanha, a submissa.

Com a exceção do próprio universo do Spanking, onde as partes se satisfazem apenas com o "bater e apanhar", os melhores efeitos ocorrem quando as técnicas se combinam com os elementos da hierarquia.

Só para citar um exemplo, se uma parte vestida coloca a outra no colo com as calças arriadas, desferindo palmadas ou chineladas entremeadas por carícias, isso tem um forte efeito “preliminar” na intensidade de um sexo “forte ou com pegada” que possa vir em seguida.

Esse exemplo é simples, básico e muito eficiente. Tão bom que serve para mostrar todo o potencial que estas cenas podem ter.… e fica fácil transferir para outros contextos de disciplina e fantasia, tais como: professor/aluno, monge/pupilo etc.

E os brinquedos?

O que se vende em sex shops, em geral, são brinquedinhos perto de itens importados ou fabricados para o uso na fazenda. Quem vai fundo no assunto, compra em lojas online especializadas em objetos sadomasoquistas, de artesãos ou mesmo, em casas que vendem artigos de couro para equitação.

Os itens mais comuns são: o chicote, a chibata, o relho, o flogger, a cane e a palmatória. Cada um com seu fim específico, disponíveis em vários formatos, tamanhos e materiais. Mas nada é mais simples, eficiente e disponível do que chinelos e mãos, para esquentar uma boa transa!

Tem que gostar de apanhar?

É um fato que existem pessoas que gostam do contexto “da surra” e/ou “da dor” que é obtida no processo e creio até, que a maioria dos que assumem a posição mais submissa da relação tende a curtir tudo isso em algum grau. Mas a verdade é que, quando o Spanking é aplicado de forma leve, quase sempre a experiência é gratificante.

A partir de que ponto o Spanking vira agressão?

Um simples ato sexual torna-se estupro no momento em que uma parte não respeita o desejo da outra em cessá-lo. O mesmo acontece no Spanking.... 

Ele passa a ser uma agressão, um ato criminoso, a partir do exato ponto em que a parte que recebe a técnica avisa com uma safeword (palavra de segurança) ou na falta desta, em bom português, que chegou a hora de parar a brincadeira, uma vez que deixou de ser divertida e prazerosa.

Então, para não correr riscos desnecessários...

- comece bem de leve, não importa se é a boa e velha palmada ou algum brinquedo em específico;
- estabeleça uma safeword. Essa palavra não deve ser algo do tipo “não”, “para”, “por favor” ou qualquer outra coisa que ele ou ela possa dizer por pura excitação do momento. Escolha algo como “amarelo”, “pitanga”, “chocolate” etc. Uma palavra totalmente fora de contexto, que seja capaz de chamar imediatamente a sua atenção e encerrar a brincadeira.

Usado de forma sadia e responsável, o Spanking é algo que pode tornar tudo muito mais quente e excitante para o casal!



MASTER GLADIUS 




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* BDSM: sigla criada nos Estados Unidos para tentar descrever um universo de relações afetivas que ocorre com a existência de hierarquia, ou seja, com alguém no controle (seja lá quantas partes estiverem interagindo) e sempre de forma sã, segura e consensual.

** AGE PLAY: o foco deste tipo de interação está na diferença de idade entre as partes. Aquele que interpreta ou incorpora a parte “mais velha” é a constante da equação, enquanto a parte “jovem” adota um tipo de comportamento que pode ir desde o infantilismo até a figura da Lolita. É importante ressaltar que a idade cronológica dos parceiros não é relevante.
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Apimentando a relação: o prazer no Spanking Apimentando a relação: o prazer no Spanking Reviewed by Gladius on abril 26, 2020 Rating: 5

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