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12.1.14

Safe Word / Palavra de Seguranca

Eu tenho uma duvida a respeito das palavras de segurança. Eu vi em um programa de TV uma dominante dizer que ela batia em seu parceiro o quanto ela quisesse e só parava quando se sentia satisfeita, nos livros 50 tons as palavras de segurança existem. Ai eu gostaria de saber se isso é uma coisa obrigatória ou cada dominante decide se vai usa-las ou não? Pergunta feita no Grupo PAPO COM GLADIUS no Facebook

Este é mesmo um mundo bem grande… e cheio de gente. Infelizmente a maioria completamente sem noção”. Gente assim faz cada coisa impressionante (de ruim). 

Mas sem querer entrar nesse mérito e indo direto ao ponto, o termo que deve ficar em evidência aqui é “bom senso”.

E só para que não achem que o pessoal do BDSM e também o Sr. Grey é gente anormal, venho por meio desta lembrar que as correntes mais modernas da psicologia falam que se pode tudo, desde que as partes envolvidas, dotadas de plena capacidade mental, concordem. 

Somos seres que não dependemos de estímulos externos para ter prazer, logo, o nosso prazer é sempre solitário… cada um tem o seu. E quando duas (ou mais) pessoas se encontram dentro de uma atividade sexual, não existem limites além de que esteja sendo bom para todos os indivíduos e que todos estejam de acordo de forma consensual com tudo o que acontece.

No BDSM, citado no livro de forma respeitosa como nunca tinha visto antes, um dos fundamentos principais é o S.S.C, sigla de São, Seguro e Consensual. Fazer as coisas dentro dos limites da sanidade, segurança e do mútuo acordo entre as partes envolvidas é o básico do básico.

Mesmo em correntes mais extremas, tais como a do TPE (Total Power Exchange), que segue uma linha onde a entrega é total e absoluta, isso ocorre de forma consensual entre as partes.

O Universo BDSM, pelo menos dentro do meu ponto de vista é formado de hierarquia e verdade. Para isso ocorrer, o Domínio tem que ser pelo respeito e respeitar o seu subordinado é algo tão importante quanto o contrário. 

Existe sempre um limiar, uma linha divisória que define o que uma pessoa suporta ou não. E isso serve para qualquer pessoa. Existem coisas que fazemos pelo nosso prazer, outras que não sabemos que gostamos e aquelas que nem nos dão tanto prazer, mesmo assim fazemos pelo prazer do nosso parceiro num determinado momento (no meu caso, as técnicas com agulhas).

Simplesmente não é possível abrir mão do instrumento que é a Safe-word pelo simples fato de que não temos como saber com certeza do momento que alguma atividade deixou de ser prazerosa para o nosso parceiro. Não é apenas quando uma sessão de spanking começa a de fato machucar e até danificar o corpo de quem está apanhando, pois o parceiro pode ser acometido de um mal súbito como uma crise de pânico ou outro mal estar qualquer.

A safe word, ou palavra de segurança serve justamente para que o parceiro que está recebendo a técnica tenha como avisar que algo não vai bem naquele momento e sinto muito, quem acha que “dominante” pode usar sua posse enquanto quiser, não levando em conta a importância da safe word, consequentemente do bem estar do seu parceiro, é uma pessoa “Sem noção”.

O que é comum acontecer é que depois de algum tempo, tendemos a conhecer o parceiro o suficiente para conseguir caminhar no limiar da sua tolerância, ouvindo a safe word com pouquíssima frequência, mas nunca deixando de lado este importantíssimo instrumento de mapeamento do prazer do parceiro.

No final, este mapeamento é o mais importante, pois ele é que vai fazer com que o Dominante conheça a sua posse por completo assim maximizando o prazer proporcionado a ela. A posse assim cria uma espécie de dependência do seu possuidor que vai se alimentar deste poder que a posse lhe dá sobre ela, formando assim o Elo BDSM que é o principal sentimento dentro desse Universo.

Conhecer seu instrumento por completo traz a vantagem de que, quando conhecemos e conseguimos extrair todos os sons de um determinado instrumento musical, a partir daí, começamos a compor sinfonias. E mais ainda, conhecendo completamente seu parceiro, um bom Dominante vai saber quando parar, e as vezes, se dependermos que uma posse, que já está em Subspace ou “pra lá de Bagdá”  use da safe word para parar um processo, a brincadeira pode terminar no hospital… ou pior. 


GLADIUS MAXIMUS









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*** Dominador puro e natural, habitante do Universo BDSM 24/7, cara de mau, mão pesada, bem-humorado para poucos e como John Wayne... Feio, forte e formal.

*** Quando falo de Dominadores, submissas e relações... vale para todos os gêneros e combinações. O que importa em uma relação BDSM é a posição hierárquica da parte (dominante ou submissa).

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