5.8.12

Apresentando os "Sem Noção"

O BDSM é formado, em sua essência, por aqueles que o “habitam”, encarando como estilo de vida e os visitantes.

Essa formação é dividida em três tipos de pessoas. Primeiramente, os Dominantes que, como o próprio nome já descreve, são aqueles dominam e estão no topo da hierarquia. Existem os submissos, que se submetem e por último,  mas não menos importantes, os Switchers, que são os que se posicionam como Dominantes ou submissos de acordo com o seu parceiro (minha visão). 

Olhando para a comunidade brasileira de BDSM como um todo, vejo sinais preocupantes em relação aos que circulam por aí, em especial com aqueles que se denominam Dominantes. 

Poucos Dominantes manifestam plenamente as suas ideias (menos ainda são os que têm alguma ideia que valha a pena ser conhecida). Poucos se predispõe a interagir com outros Dominantes para troca de conhecimento e experiências. E o pior... poucos são os que se comportam com um mínimo de postura para justificar a posição de Top que desejam manter. Esta questão de comportamento e postura se estende também para os submissos e switchers.

Já faz um bom tempo que criei o termo “palhacinho” e foi usado no texto movimento em março de 2010 para identificar os pretensos Dominantes que circulam por aí “se achando”. Eu os defino assim, pois, sem exceções, as atitudes e palavras destas criaturas pitorescas, levam qualquer praticante sério, seja do universo BDSM ou de qualquer outro universo, desde a um sorriso sarcástico até as mais soltas gargalhadas (meu caso).

Com o tempo, percebi que este termo poderia ser também estendido às outras posições dentro do BDSM, pois coisas como submissas presumindo que encontrariam um Dominador de verdade só para ela ou permitindo um encoleiramento relâmpago após uma sessão (e até sem ao menos conhecer o gajo pessoalmente) me levam a questionar a seriedade destas pessoas.

É preciso que fique clara uma coisa; as atividades que aqui falo, dizem respeito ao Dominante dentro do universo BDSM, onde a hierarquia e o respeito pelo seu Soberano são elementos determinantes e a chave principal para a existência desse universo. As práticas realizadas fora deste âmbito, simplesmente não são relevantes aqui.

Em outros universos, Dominantes podem ser amantes babões, idolatrar pés ou o que quiserem das pessoas, casar e ter filhos e até ficarem de quatro para seus parceiros... tudo isso e muito mais... em outros universos.

Dominantes são seres humanos e sendo assim, sujeitos a cometerem erros. Erros que fortalecem e nos fazem crescer... mas errar no básico... não pode.

Um bom exemplo disso é o do Dominador que é Podólatra. Da mesma forma que ocorre com o switcher, não se pode idolatrar os pés da sua escrava de forma que afronte a sua posição hierárquica e assim se perca o respeito. 

A Podolatria é um universo rico e denso, separado do BDSM mas, que faz uma grande fronteira onde certas coisas comuns acontecem. Um submisso pode se submeter e idolatrar pés do seu Dominante ou de quem ele determinar... pois ELE é o ser que é idolatrado... agora, se o Dominante quer idolatrar pés, ele cruza a fronteira para o Universo da Podolatria e pode, sem culpa alguma, idolatrar os pés de quem quiser... menos a da sua posse... e nem fazer isso na frente dela, correndo o risco de perder o seu respeito com a quebra flagrante da hierarquia.

O importante nesse exemplo é focar que um Dominador pode gostar de pés e (da mesma forma que eu adoro orelhas) usar e abusar de todas as partes que, de forma consensual, forem liberadas para uso... o que não é admitido é, um Dominante se ajoelhar, com as quatro patinhas no chão, para beijar os pés da posse.

Usar sua posse como brinquedo e objeto que ela é, da maneira que melhor lhe convier, quando e como quiser, tudo baseado no poder transmitido da posse para o possuidor pode... ajoelhar e idolatrar... nunca.

Um Switcher, por exemplo, pode trocar de posição com um parceiro. Não é BDSM, pois existe uma quebra clara e flagrante na hierarquia. Mas isso pode acontecer... Onde? Existe toda uma camada caótica dos Fetiches onde pode tudo (tudo o que for de acordo com os participantes da interação).

Um Dominante não pode “ordenar” que a sua escrava o “coma” com um strapon por exemplo. A posse espera uma atitude soberana e digna... ela quer servir. Não uma inversão de papéis. Fica difícil manter uma atitude subserviente para com moço que fica “de quatro” para a pessoa que pretende guiar. 

Um verdadeiro Dominante não pode, em hipótese alguma, fazer nada que venha a ferir a hierarquia. Nada que venha a riscar sua reputação de soberano justo e sério. Nada que venha a justificar a quebra da confiança e do respeito que seus subordinados tem em relação a ele. Nada que venha a provocar reações negativas da comunidade que desabonem como membro da sua classe. 

Numa conversa com uma submissa amiga, ela se referiu a um indivíduo pretenso dominante e absolutamente inconveniente como sendo um “sem noção”.

Depois de algum tempo analisando, passei a usar esse mesmo termo e substituir os “palhacinho” pelo “sem noção”, uma vez que o termo define, com muita mais clareza e veracidade, esses indivíduos.

Os “palhacinhos” andam por aí, fazendo das suas “palhaçadinhas”. Alguns iniciantes, deslumbrados com o poder recebido pela posição de Dominante e, sem saber lidar com isso, acabam errando na dose e bancam os bobos da corte na ânsia de demonstrar que tudo podem mas que, na verdade nada tem.

Outros, se colocando como Dominantes veteranos esquecem o básico acabando por escorregar em sua própria soberba e fazendo a alegria (para alguns como eu... vergonha) para toda uma platéia BDSM séria. Mas, no fim, eles nada fazem de mau, pois são apenas “palhacinhos” fazendo aquilo que sabem de melhor... agir de forma “engraçada”.

É engraçada a pessoa que se acha a melhor do Brasil... é engraçado o Dom prometer uma exclusividade, sendo que nem no mundo baunilha isso existe... é engraçado o “Dominador” que vem para o BDSM para achar sexo fácil com amantes muito convenientes, pois nem consegue dominar a esposinha em casa... engraçadas são as relações “virtuais” sendo interpretadas como reais. Engraçados são os “sem noção”, mas estes conseguem ir além.

O termo “sem noção” é melhor, pois engloba todos os aspectos e variantes das distorções cometidas pelos distorcidos.

Os “sem noção”, assim como gente ruim no geral, estão em toda a parte. Família, amigos, trabalho... mas também andam soltos por aí, urinando pelos muros, fumando perto de não fumantes, enfim, sendo inconvenientes de alguma forma.

No BDSM estão disfarçados de todos os rótulos, às vezes sendo engraçadas, outras, nem tanto, mas sempre, desmoralizando e prejudicando a toda uma comunidade. Foi deste comportamento que veio a necessidade de alguns defenderem suas posições, como por exemplo, os “submissos de alma” e os “Dominantes de verdade”.

Isso acontece pelo fato de que quando um “sem noção” faz das suas, em vez de ser definido assim: “um sem noção fez isso ou aquilo, o que ouvimos é “um Dominador fez isso” ou “uma submissa fez aquilo”... um erro de julgamento cometido pela maioria. E, de repente, todos os verdadeiros que levam tudo isso muito a sério, são nivelados pelos que fazem as coisas “sem noção”.

Então, assim como na administração pública o combate a corrupção e aos tais “maus feitos” (termo presidencial para desvios gerais de conduta, conhecido popularmente como crimes) é a transparência e a divulgação de tudo o que acontece, no BDSM o que pode combater os desvios e as “sem noçãozisses” é a transparência e a conversa, para que os “desviados” fiquem bem evidenciados. Não como Dominadores ou submissos problemáticos e sim como pessoas problemáticas... pessoas “sem noção”.

São atitudes “sem noção”, machucar, queimar e/ou marcar só porque podem... estragar o cabelo das posses por que podem... ultrapassar limites sem se importar com as conseqüências... prometer coisas que sabem que não vão cumprir... esconder relações e mentir sistematicamente... interpretar o personagem de algo que realmente não são... enfim... promover atos e fatos não condizentes com a posição que ocupam.

Para alguns, o estado de “sem noção” não é uma questão de “ser” e sim de “estar”. É óbvio que alguns são mesmo a ruindade encarnada, mas para a grande maioria, creio que “sem noção” é um estado em que a pessoa foi levada apenas pela falta de informações básicas e fundamentais que facilitassem sua entrada e iniciação.

São pessoas que chegaram e não deram a sorte de encontrar pessoas sérias em seu caminho... e tendo apenas pessoas “sem noção” como exemplo, terminam presumindo que o comportamento destas seja o padrão.

Uma parte destes iniciantes, quando tem uma origem humana bem construída, se decepciona e se afasta por vezes em definitivo do BDSM. Outra, mais obstinada continua a sua caminhada desbravando só e, com sorte, a ficha cai fazendo-a evoluir para um estado de pessoa “com noção”.

O fato é que não existe, ainda, um jeito fácil de entrar no BDSM contando com a sorte de encontrar uma pessoa séria que mostre e ensine de maneira séria o “caminho das pedras”.

A lógica e o ideal é que se construa, de alguma maneira, uma base íntegra, que esse “caminho das pedras” seja uma estrada pavimentada e sinalizada para facilitar a vida dos iniciantes... principalmente dos dominantes, que necessitam de uma formação muito sólida e longa para lidarem com o que é mais difícil... o poder.

Para que isso seja possível, três coisas são necessárias de serem bem entendidas:

1. O BDSM é formado em termos de conhecimentos de duas camadas, ou melhor, dois níveis. Um básico que reúne tudo o que é comum para todas as vertentes e estilos, incluindo S.S.C e o respeito pela hierarquia. A segunda camada, engloba um nível avançado, onde cada um se especializa em um estilo próprio ou de um grupo. 

2. Dominantes não são deuses ou seres supremos... submissos não são criaturas inferiores nem de segunda classe. Somos todos seres humanos e, em qualquer nível hierárquico, devemos manter o foco nesse respeito necessário. Submissos tem o direito de exporem para os seus parceiros suas necessidades e limites e os Dominantes a obrigação de ouvir.

3. Não existe no BDSM brasileiro a figura do Mestre Supremo, pelo simples fato de que nem temos tempo ou história... tudo por aqui é muito recente e a pouca literatura e filosofia séria foi gerada para se ter uma fundamentação real para os iniciantes se basearem. Existem algumas figuras icônicas que vem desbravando esse terreno desconhecido a mais tempo... são os mais sério... mais antigos... e até mais reverenciados... veteranos em práticas e posturas... mas nada próximo de uma unanimidade.

Estamos no momento em que todos os “veteranos” tem que baixar a bola, descer de suas especializações para o nível básico... e, tanto Soberanos quanto os subalternos, tem que discutir o que de fato é o básico para todo o BDSM e estabelecer quais são os fundamentos comuns para que os iniciantes tenham material palpável para terem um bom começo.

Somente assim, senhores Dominantes, assumindo de verdade que todos nós, sem exceções, somos iniciantes e que não sabemos de nada em relação do que há para ser aprendido, vamos ter as condições mínimas para o início de um diálogo. Falo com os Dominantes agora, pois os submissos não têm problemas em se comunicarem entre si e é justamente falta dos Dominantes no diálogo geral o elemento que impede que o todo evolua.

Com os Dominantes baixando a bola de uma vez por todas, conscientes das necessidades e responsabilidade inerentes da sua posição de Soberano, abrindo a mente para troca de ideias e experiências... tanto com seus irmãos Dominantes, quanto com todos os outros “habitantes” do BDSM e adjacências... talvez... com toda essa informação boa circulando... com toda uma “estrada pavimentada e bem sinalizada” sendo construída,... passemos a elevar o nível dos praticantes e do BDSM em geral.

E quem sabe... consigamos de fato, combater e até expurgar a presença dos “sem noção” do nosso meio.

>>>>>>> Deixe seu comentário e compartilhe!

23 comentários:

  1. dida5.8.12

    Mais uma vez parabenizo o texto, concordo em gênero , número e grau...
    da sua fã rs grande respeitoso abraço!
    Dida

    ResponderExcluir
  2. Anônimo5.8.12

    Caro Gladius, achei ótimo seu texto apenas discordo num ponto, os "sem noção" sempre existirão e os Dominantes, "com raríssimas exceções" não gostam de repassar seus conhecimentos para não perder o status de ser tido como o melhor em certa prática.
    Também espero que futuramente cada um do meio BDSM repasse o melhor de si aos mais novos para que as hierarquias sejam respeitadas.
    Beijos saudosos,
    Rainh@ Halustriel

    ResponderExcluir
  3. Anônimo5.8.12

    Sendo novata no BDSM, tenho sentido na pele as decepções que se pode adquirir nesse meio. Me sinto perdida, e só, sem uma mão amiga pra me conduzir neste universo. O que mais conto para tentar obter alguma noção(rs) e não errar tanto no meio, é lendo, e leio bastante!!Gostei dessa matéria e nos faz refletir(o que é bom), pois assim, refletindo, nos tornamos seletivos, e assim, ganhamos mais do que perdemos..Caminho só, mas é preferível assim, do que estar no meio dos sem noção rsrs.
    Saudações BDSM Sr.

    ResponderExcluir
  4. Dida...
    Feliz pelo elogio e em saber que é minha fâ... beijo grande pra vc.

    Halustriel.

    Feliz e por ter gostado do texto e em relação a sua discordância... ela não existe, pois eu concordo com ela. Tanto que no texto eu falo dos dois níveis de conhecimento... o básico que é comum a todos e o avançado, onde cada um se especializa e acaba ”sendo o melhor”.

    Eu acho que é obrigação de todos (os sérios pelo menos) dialogar e, nesse diálogo, formar um nível básico com a consistência suficiente para que, qualquer iniciante, tenha a base para começar bem e sobreviver a transição do mundo baunilha. Sabemos como esse começo no BDSM é duro para a grande maioria, e nisso tenho a plena certeza que concordamos.

    Muita saudade aqui também e saiba que quero promover encontros aqui na baixada... entre em contato para conversarmos sobre isso.

    Beijo

    GLADIUS MAXIMUS

    ResponderExcluir
  5. Passando, lendo e como sempre...gostando muito!
    Beijos!!

    Bell

    ResponderExcluir
  6. Anônimo9.8.12

    Oi, achei esse blog meio sem querer, não sou conhecedora do assunto, então desculpas antecipadas se eu estiver falando bobagem...

    Esse conceito do que vem a ser um "dominador ideal" eu entendi que é algo muito além da prática em si, é emocional, psicológico, algo como saber "ter" o poder sobre o outro... e nesse ambito, eu realmente gostaria de saber, esse homem existe? Por que se existir me fala onde o encontro. rsrs

    Márcia B.

    ResponderExcluir
  7. Sempre lúcido e verdadeiro.
    Minha admiração ao que escreves e meus respeitos,sempre.

    {myrah}de ALDO

    ResponderExcluir
  8. Anônimo14.8.12

    Perfeito texto!

    Eu sou um mero leitor e acompanhante do BDSM a mais ou menos um ano e meio, ainda não mergulhei de cabeça neste mundo porque estou terminando meu casamento "baunilha" para poder engatar um relacionamento 24/7 com alguma mulher que satisfaça minhas necessidades de dominar, porem eu tenho plena consciência de que ainda esta muito longe para que eu me denomine um dominador até porque acho que o erro dos novatos é este, se encantar pelo mundo e querer logo um rotulo para satisfazer o próprio ego, quando eu mergulhar de cabeça neste mundo nem sei se me intitualrei um dominador mesmo sabendo que terei de ser um, só acho que essa denominação deveria partir da sub como reconhecimento de que vc é o dono e possuidor dela. Se auto denominar algo não te faz merecedor de ser o que vc quer ser, e sim o reconhecimento do que você faz através dos outros.

    Sds
    Well

    ResponderExcluir
  9. Anônimo14.8.12

    Saudações Gladius,

    Parabéns por mais um ótimo texto!

    Gosto da forma como vc se preocupa e cuida fazendo sua parte para que o BDSM não seja reconehcido apenas como um grupo de seres humanos fetichistas e fantasiosos que apenas querem "sexo" facil, precisamos de mais caras como vc que deixei claro que o BDSM não é apenas um parque de diversões sexual e sim uma filosofia de vida que satisfaz a alma do praticante.

    Sds
    Well

    ResponderExcluir
  10. Max,
    Fiquei surpresa por você gostar de orelhas.
    Mas uma vez obrigada por tudo.

    Espero não perder o pouquinho que "tenho" de você nessas minhas idas e vindas.

    Um beijo, Ruiva.

    ResponderExcluir
  11. Bell e myrah... sempre bom ver vocês por aqui... e saibam que são dois dos meus bons motivos para continuar a escrever.

    GLADIUS

    ResponderExcluir
  12. Anônimo23.8.12

    Sr. confesso estar cansada de viver num mundo que não nos aceita como submissas...o que ao meu ver é um presente é visto por todos...inclusive com quem me relaciono como uma aberração! me sinto escrava! mais não de forma consensual...forçada a viver como não quero nem acredito, num deserto reservado às almas submissas proibidas de pertencer!!! Sinto falta de ser eu!
    Adorei encontrar esse blog!
    {cansada}

    ResponderExcluir
  13. Márcia B..

    Seu comentário termina com uma boa pergunta... pergunta esta que mereceu um Post para ser respondida: “O Dominador Ideal”

    Obrigado pela colaboração.

    http://www.gladiusbdsm.com/2012/08/bdsm-dominador-ideal.html

    GLADIUS

    ResponderExcluir
  14. Anônimo29.8.12

    sou simpatizante, tenho 100% de convicção de que sou dominante e concordo com o texto. aproveito a oportunidade para solicitar a divulgação de qual a melhor maneira para me comunicar e receber propostas de subs para minha analise e iniciar um relacionamento sadio baseado no respeito e consenso mutuo

    ResponderExcluir
  15. Maravilhoso, Parabéns!!!

    "Um Dominante não pode “ordenar” que a sua escrava o “coma” com um strapon por exemplo. A posse espera uma atitude soberana e digna... ela quer servir. Não uma inversão de papeis. Fica difícil manter uma atitude subserviente para com moço que fica “de quatro” para a pessoa que pretende guiar. "


    PERFEITO.....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo1.4.14

      Concordo, que se deve manter os papeis bem dividos, como o fato de que o "sub" deve se submeter e não o contrario, mas me questiono, em,uma relaçao homossexual, como isso poderia funcionar, ja que nem todas as relações papeis de "ativo" e "passivo" sao separados, pois a maioria das vezes ambos são versateis e tem nescessisades em da e receber.

      Ps. Sou interresada pelo universo, mas não faço parte, gostaria muito, mas como foi destacado no texto, aprender e conhecer contando apenas com a sorte, não me parece algo agradavel.

      Pss. Sou mulher e hetero, me questionei quanto a isso pois tenho muitos amigos gays, e leio muitas historias com a tematica bdsm.


      Obs. Expus minha opiniao em seu comentario, pois estou com o celular e nao achei onde comentar rsrs. Levando esse fato em consideraçao, desconsiderem os erros ortograficos, pois digitar em celular não presta.

      Excluir
  16. Gostei muito e voltei...rs
    Jamais aceitaria ordens de um sub...acho q na verdade toda mulher gosta de ser cuidada...guiada...é muita responsabilidade dominar, temos que ser parceira,uma mentora.Oferecer segurança mental e psicológica,confiança,saber proteger,amparar(e não só castigar),...Vejo o meu submisso como meu parceiro,amor,diversão,pelo qual tenho carinho,afeto,cuidado, atenção,sei que ele abriu mão de suas vontades por mim apenas para o meu prazer e eu admiro cada atitude dele por causa disso .E algumas vezes desejei ser cuidada e não ter a responsabilidade de cuidar..porem...sou teimosa...atrevida...impulsiva...autoritaria...acho q seria impossivel ser sub.

    ResponderExcluir
  17. Seus posts são muito bons, estou começando a entrar neste universo e me sinto perdida, pois não há muito informação de qualidade. É bom encontrar alguém que escreve com verdade como você. Espero poder encontrar alguém com quem possa entender meu desejo de ser uma submissa.
    Vane

    ResponderExcluir
  18. Primeiro devo me dizer encantada pelos textos e não resisti a fazer comentários nos últimos dias.

    Desta vez não é diferente e, como sempre, seu texto é impecável... Certamente não tenho condições de questionar o mundo BDSM ou sua hierarquia, portanto me abstenho de questionar estes aspectos.

    Tenho dúvidas sobre o meu lugar (se é que tenho um) nesse mundo... Embora não totalmente baunilha (diria que tenho um toque de cassis),
    ainda não me vi totalmente representada nos papéis de dom ou sub... sou rebelde demais para um e não tenho tanta afinidade com dominação.

    Enfim, acho que continuarei seguindo seu blog (que gosto muito) e aproveitar um tempo para aprender e, quem sabe, descobrir que caminho seguir.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mayra, me identifiquei muito com você. Muitas vezes também me considero rebelde demais para ser uma sub,mas será que não faltou apenas encontrar o MEU dominador ideal?

      Excluir
  19. Caríssimo.

    Sou um completo neofito no BDSM, resolvi me entregar e viver essa experiencia tem pouquissimo tempo e tenho lido MUITA coisa pela internet e conversado com os vários praticantes solícitos que tive a sorte de conhecer. Um deles me indicou o seu blog que acabei e entrar e conhecer e já estou devodando!

    Esse texto em especial é digno de marca, é uma explicação real, crivel, sem floreios desse novo mundo e suas particularidades.

    Fiquei muito contente em perceber que eu tenho uma linha de pensamento muito parecida com a que vc expões aqui, espero que mostre ser o sinal de a construção de uma boa base.

    Bom de qqer sorte, fica meu elogio e meu obrigado pelo norte certeiro!

    ResponderExcluir
  20. Texto esclarecedor, Senhor.
    Saudações!...
    Ana R.

    ResponderExcluir
  21. Lady Lya4.10.14

    Master Gladius, você é um dos poucos que merecem o título, a meu ver. Fui iniciada por um "sem noção" e havia desistido do BDSM devido às complicações e decepções passadas com ele. Reiniciei nesse universo a pouco tempo, após a indicação de um sub para que lesse sua página. Confesso que vim preparada para mais uma decepção e qual não foi minha surpresa, vi que o problema não estava em mim, e sim nas ações do pseudo Domme que estava me tutoriando. Nunca tive a pretensão de abusar de um(a) sub e era isso o que ele queria que eu fizesse, que espancasse, mesmo sem o consentimento, que infringisse todos os limites pré-estabelecidos e com isso desisti porque não via prazer naquilo que estava fazendo. Para mim aquilo não era uma relação sadia e sim um desrespeito total ao ser humano e à minha dignidade. Tenho iniciado meus "estudos" com o seu blog e posso dizer que foi a melhor ferramenta encontrada até hoje. Pensei em me submeter para poder aprender as tecnicas e manuseios, mas descobri que não consigo submeter-me. Qual a sua dica para aprender o manuseio dos acessórios? O cane foi um dos mais difíceis que encontrei até hoje e a maneira de chegar ao nível certo de força, foi testando na minha perna. Sei que está não é a maneira correta, mas ao menos sentindo na "pele" o efeito, consegui um bom resultado na utilização. Meu sub é iniciante, assim como eu, e ambos estamos aprendendo juntos essa arte e não tenho vergonha em dizer que tenho aprendido mais lendo o seu blog do que com outros Dominadores que conheci.
    Desculpe o longo texto e obrigada desde já pelo trabalho que têm feito.

    ResponderExcluir

Blog sobre relacionamentos, dominação, submissão, fetiches, sexualidade e estilo de vida BDSM. Dominador puro e natural, habitante do Universo BDSM 24/7, cara de mau, mão pesada, bem-humorado para poucos e como John Wayne... Feio, forte e formal.

>>> LEIA MAIS

CONSULTORIA

IMPORTANTE!

Todas as práticas, atividades e comportamentos relacionados ao BDSM devem ser realizados dentro dos limites do SÃO, SEGURO E CONSENSUAL.

Para além do S.S.C. e da hierarquia, que são conceitos básicos e fundamentais dentro das relações BDSM, tudo o que eu falo representa apenas a MINHA VISÃO sobre esse universo.

Quando falo de dominadores, submissas e relações... vale para todos os gêneros e combinações. O que importa é a posição hierárquica da parte, ou seja, se é dominante ou submissa.

F.A.Q.

Diário de um Dominador: comece por aqui!

Criei este blog com o objetivo de compartilhar a minha jornada como Dominador e ajudar outras pessoas que estão em busca de autoco...

NOVIDADES

BATE-PAPO