Momentos Perfeitos No Tempo - O Primeiro - Masmorra

Momentos perfeitos no tempo. Essa frase me foi dita a primeira vez por um bom amigo, Mestre Gian, a coisa de uns 3 anos atrás. Foi no Clube Dominna quando este era no bairro da Aclimação em São Paulo. Foi mais do que uma mera cena, pois uma cena, como o próprio nome sugere é uma coisa rápida. E não foi rápido.

Alguns fatores se alinharam naquele período de tempo. As pessoas certas, o local e o clima de intensidade no ar. Uma escrava, que tinha em mim um bom amigo e pessoa de sua confiança, se ofereceu como modelo para umas fotos na masmorra. E o que começou como apenas uma sessão de fotos, se transformou em uma sessão de BDSM das mais intensas que tinha vivido.


Eu a manipulei um pouco enquanto a imobilizava para uma semi-suspensão em strapato. Eu a despi da blusa e passei cordas pelo seu torso e as fotos começaram. Já tínhamos estabelecido alguns limites consensuais antes da brincadeira, a maioria deles definidos pelo local. Ela não ficaria nua da cintura para baixo e não seria fotografada no rosto. Mas ela (como muitas) tinha o fetiche de ser usada então ela me deu poderes para conduzir essa “sessão” de fotos da maneira que quisesse.

Naquele momento entrei em uma espécie de fluxo criativo e realmente as coisas começaram a fluir. O meu amigo Gian começou a fotografar e eu fui conduzindo a escrava e dirigindo também as fotos. Ela estava linda com as cordas, com sua nudez peitoral e ainda mais linda pela sua entrega. Naquele momento ela era minha para o que desse e viesse. E levada pelos cabelos, essa moça foi tratada como uma escrava real em uma masmorra real. Foi colocada em todas as celas para fotos.

Ela foi pendurada no Strapato e fez mais fotos. Todos os Dominadores que adentravam a masmorra eram recebidos por ela ainda envolta em cordas, com beijos nas mãos, pés. Para alguns da minha confiança, fiz com que ela se comportasse como um objeto de prazer. E ser usada como um objeto de prazer era a maior fantasia dela e foi nisso que mantive o foco. Ela foi “incentivada” a acariciar a mim com seu corpo imobilizado. A mim e a quem eu defini como merecedor dessa honra.

Gian disse, “esse é um momento perfeito no tempo” e essa frase eu nunca mais esqueci. Nem da frase e nem do momento que ainda hoje é uma referência para mim em termos de comportamento BDSM. Foi perfeito para mim, para Gian, para todos os que participaram e principalmente para ela, que quando encontra comigo diz que nunca mais viveu nada parecido com aquilo.

Depois disso, ocorreram outros momentos assim, perfeitos. E minha busca por esses momentos se juntou a minha busca por intensidade, verdade e prazer.


GLADIUS MAXIMUS



► Momentos Perfeitos No Tempo 1 - Masmorra




9 comentários:

  1. São os momentos perfeitos no tempo que nos dão força pra continuar.

    Flores de {myrah}_ALDO

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  2. sou inciante encontrei seu blog na perquisa e nao posso deixa de comentar e muito lindo e esta me ajudando muito a conhecer esse mundo

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  3. se o SENHOR me der permissão gostaria de poder segui-lo obrigada

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  4. Feliz pelos elogios e por estar sendo de alguma forma, útil na sua transição.

    Quanto a seguir o Blog, apesar de não precisar da minha autorização para isso, pode entrar e ficar a vontade.

    GLADIUS

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  5. Sabe o que achei mais fascinante em seu personagem?O requinte.A dose certa de sofisticação que descreve suas experiências...Definiria que uma performance divina entre ("Alpatino em "Advogado do diabo"e Lex Lutor de Silêncio dos inocêntes).Isso é uma caracteristica pessoal ou todo o dominador tem essa eloquência? De qualquer forma parabéns pelo espaço...Achei tudo muito sedutor e genuinamente
    misterioso.

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  6. katiazmjj

    Bom... aqui cabe uma pequena colocação. Gladius não é um personagem... Gladius sou eu em sem a armadura baunilha que contém toda a minha força e fúria.

    Gladius não oscila e sim é um misto entre Hannibal “the Cannibal” Lecter do filme “Silêncio dos Inocentes” (acho que foi isso o que quis dizer em vez de Lex Luthor, que também é um excelente vilão, mas do Supre Homem) e o Jason de Sexta feira 13.

    Um misto de fúria e fogo que se alimenta do terror e do êxtase.

    Al Pacino no filme Advogado do Diabo faz um bom personagem, mas não sou nada diabólico. Não tenho nada de ruim. Na verdade a minha trava ética é a minha parte mais forte. Simplesmente não consigo fazer o mal. Todos os meus processos param se quem “joga” comigo deixou de se divertir.

    Obviamente nenhum outro Dominador é como eu. Somos poucos... cada um com seu próprio estilo.

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  7. E como reconhecer um mestre com a sua habilidade? O Senhor fala do estilo de cada um, e as regras não são as mesmas nesse universo BDSM? A duvida é...como evitar a paixão e o amor? Porque diante de um homem como o Senhor, sendo conduzida pelas sua mãos a experimentar essas emoçoes sem dimensões...não é dificil de se apaixonar...ou existe um treinamento que bloqueie? Nice S.P.

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    Respostas
    1. Habilidade é algo relativo como tantas outras coisas "humanas". Tanto as minhas "habilidades" como a minha "competência como Dominador, podem ser absolutas para alguns e absolutamente sem efeito para outros.

      Acho que nesta vida, de forma resumida, escolhemos o caminho, as pessoas que mantemos por perto e arcamos com as consequências.

      Com as consequências, vem o aprendizado... e com o aprendizado, com certeza melhoramos as nossas habilidades, incluída a de reconhecer pessoas melhores e mais compatíveis conosco.

      No BDSM existem regras básicas que valem para todos, e outras em um patamar superior que valem para cada estilo em particular, portanto, cabe a você encontrar o parceiro com um estilo que venha a te completar.

      E por que evitar a paixão e o amor? Por que tentar bloquear algo que é a base do Elo BDSM, sentimento maior que une as pessoas como partes uma da outra?

      Emoções como estas não existem para serem suprimidas ou ignoradas... devemos sim desfrutar delas.... intensamente... enquanto durem.

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