8.11.10

Procurando Dono

Sempre estou a procura de informações sobre o mundo BDSM, mas ainda não tive nenhum experiêcia D/s, como proceder para conseguir um Dono com segurança no momento atual em que vivemos de muito perigo e mentiras?

Escrevi alguns textos no Blog falando dos cuidados necessários para se adentrar no Universo BDSM. No texto Dimensões eu explico em detalhes como funcionam os Universos de interação humana a partir das minhas observações até o momento.


O que posso falar sobre essa sua questão é que informação nunca é demais e estar sempre em busca de saber mais é algo esperto e saudável.

O fato de nunca ter tido uma experiência D/s é algo não muito relevante, pois todos fomos iniciantes nas nossas vidas. E mais, vi muitos casos de pessoas que achavam erroneamente ter tido esse e outros tipo de experiências.

Acho lícito que você queira saber como achar um Dono com segurança. Mas para chegar a isso você deve fazer foco em alguns pensamentos.

Para começar “perigo e mentiras” não são coisas que você só vai encontrar no BDSM, muito pelo contrário, gente ruim existe em todos os círculos de interação humana. Escola, trabalho, família, amigos etc. As vezes o inimigo mora ao lado... e algumas dorme com a gente.

Isto posto, como o mundo baunilha só funciona bem a partir dos esforços em se equilibrar algo impossível de ser equilibrado, para isso utilizando de artifícios como mentiras, conformismo, hipocrisia entre outros, vem de lá também algumas receitas preventivas bem funcionais... que alguns teimam em esquecer ou ignorar.

O casamento (no papel ou não) é o auge das relações baunilhas em termos de compromisso e profundidade. E para se chegar nesse estágio normalmente se passam pelas etapas de flertar, ficar, namorar, noivar e casar. Eu pergunto, se no mundo baunilha uma pessoa procurando alguém para casar é algo bizarro, por que procurar por um Dono, que é algo que vai além do casamento, pois envolve entrega e confiança totais deveria ser algo normal?

Entrega e confiança totais e incondicionais são base fundamental de uma relação Dono/posse, que é o auge de uma relação no Universo BDSM. Algo que envolve uma parte que entrega todo o poder sobre si e outra que exerce e lida com esse poder com responsabilidade.

Recomendo firmemente que pare com esse processo de busca por um Dono. Uma coisa de útil que se aprende no mundo baunilha e é esquecido nessa transição entre os universos é que buscas sistemáticas de parceiros terminam na maioria das vezes em frustrações e desilusões.

Você pergunta sobre procedimentos e o que recomendo como correto é que continue na sua busca por informações e não tenha medo de interagir com pessoas que julgue confiáveis para experimentar tudo que de bom esse universo tenha a oferecer. O prazer é a chave, o segredo, o caminho e o destino. Assim como no mundo baunilha ficamos, flertamos e experimentamos pessoas, nada mais lógico que isto se estenda para outros universos.

Se concentre na maneira como vai selecionar com quem vai interagir sempre lembrando de como faria isso se fosse uma pessoa do mundo baunilha... no fundo não é muito diferente, reputação, referências, recomendações entre outras, são coisas que marcam pontos. Uma história escrita lado a lado e idéias correspondendo aos fatos também, pois não se pode enganar todo mundo por todo o tempo.

Quando e se um dia, você conseguir dimensionar a extensão do que significa pertencer, se abra para essa possibilidade. E nesse momento fique atenta aos detalhes, pois se você quer conhecer uma pessoa de verdade, basta dar algum poder a ela. O poder corrompe a quem não está preparado para ele... e mais cedo ou mais tarde, a máscara cai.

GLADIUS MAXIMUS


► Procurando Dono



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9 comentários:

  1. Fernanda9.11.10

    As informações na minha cabeça andam muito misturadas. Dificil de entender!
    Faz pouco tempo que eu me interessei em praticar BDSM. Quanto mais leio, mais difícil é. Procurei um dominador que quisesse me "adestrar" nas práticas que ele tivesse vontade. Afinal, pra aprender e entender o que eu gosto ou não, devo praticar. Não deu tão certo! Ele não tinha tanta experiência e não chegamos a lugar nenhum.
    Li tanto sobre dominadores que reclamam de pessoas que não são verdadeiras submissas. Li até sobre dominadores que não têm interesse em moldar submissos inexperientes.
    Acho que o submisso ou dominador nasce assim. Só que a sociedade, a família, o trabalho moldam o comportamento da pessoa.
    Para o BDSM a pessoa precisa se moldar novamente. Mas o medo de entrar no meio e ser rotulado, de encontrar um doido sádico ou um tarado fetichista é grande!

    Sinceramente, isso é muito difícil! Acho que não vou passar de expectadora! (Desabafei. Né?)

    Agora uma dúvida. Li alguma coisa sobre a figura do mentor. Além de tentar se informar pelos diversos meios, existe algum tipo de treinamento básico? Ou o método de tentativa e erro é o mais aconselhável?
    Parece idiota perguntar assim. Mas o que pode ser nada pra uma pessoa, pode muito ofensivo pra outras.

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    1. http://www.gladiusbdsm.com/2010/11/dicas-para-iniciantes-2.html

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  2. Fernanda.

    Infelizmente, esta não é uma situação incomum.

    Por outro lado, seu comentário apresenta questões absolutamente relevantes. Tão relevantes, que para respondê-las, tive que ir mais fundo no problema.

    Tentei não me estender, mas sinceramente não obtive sucesso. Criei, então, o post “Dicas para Iniciantes 2”, onde coloco todas as minhas considerações sobre o assunto.

    Feliz pelo seu comentário e espero que este novo post possa lhe ajudar de alguma forma.

    G.M.

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  3. ja tive um dono ,que inclusive era meu marido ,no começo foi aradável ,mas com o tempo foi tudo virando um pesadelo,procuro um dono ,experiente com a mente saudável e que tenha responsabilidade,moro em uma cidade pequena,e assim fica muito difícil uma relação real.Digo que seu blog esta sendo muito bom pra mim ,,obrigada Sr.

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  4. Fico muito feliz quando vejo um Dominador que assume a sua condição de iniciante. Mesmo depois de alguns anos de estrada, olho para frente e me sinto um iniciante perto do que tenho a aprender e descobrir.

    Sua busca por uma submissa não é nada mais do que o maior mal que assola a humanidade, desde que essa se reconhece como humanidade, ou seja, a enorme dificuldade que está em se encontrar boas parcerias.

    É um mundo cheio de pessoa vazias e é muito difícil se encontrar gente para interagir, que vão desde o sentimental até o comercial.

    Quanto a essa coisa de “adestrar ao seu modo”, acho que tem que se preocupar menos com o “possuir” e mais com “interagir”. É com a interação que você vai aprender a lidar com o poder... e é isso que você vai levar muitos anos para saber como lidar. Faça foco no seu aprendizado nisso de lidar com o poder

    Meu amigo, a estrada para se tornar um bom Dominador é longa e cheia de obstáculos e você só vai começar a entender de maneira ampla depois de uns bons 10 anos de estrada.

    Comece.

    GLADIUS MAXIMUS

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  5. Anônimo26.8.12

    Gostaria muito de conhecer esse universo. Nunca tive uma relação desse tipo, e gostaria de encontrar um Dom que pudesse me orientar. Mas acho dificl. Não sei se existem chats para conversas já tentei e não encontrei.

    Mary Arruda

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  6. Anônimo3.8.14

    Oie eu sou iza eu estou enteressada em ser uma sumissa , mais aonde eu moro é muito dificil achar um dominador , sabe aonde posso procurar ?! Nao sei por onde começar nunca tive um dominador meu enteresse e a bastante tempo mais so agora eu decidi tentar .

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    1. Comece uma olhada nos meus textos para iniciantes.

      No mais, a internet veio para colaborar para a diminuição das "distâncias".

      Então, estude muito, conheça pessoas (de preferência outras submissas), cheque a reputação de todos com todos, não tenha pressa e coloque o bom senso a frente de todas as decisões.

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  7. Olá Gladius! Estou deslumbrado com este blog! Cada dia mais devorando os tópicos tão bem esplanados e abordados por você e desvencilhando-me em pequenos passos do universo que o BDSM intitula como "baunilha" mas que eu chamo o meu de "cor de rosa" por motivos de que eu ainda inocentemente esperava por um príncipe encantado (até eu ler 50 tons de cinza e esperar um príncipe encantado com uma "pegada diferente" como você citou na Crítica ao 50 tons, livro esse que inclusive me trouxe para cá). Estou cada dia mais fascinado por esse universo (nem sempre, ok) sexual, (con)sensual e responsável. Mas percebi a mesma frustração de outros "subs-to-be" digamos assim, da galera que tem uma tendência maior mesmo que sem experimentar de servir e propagar prazer dançando conforme a música que seu superior colocar. Gosto de deixar tudo com um ar mais lúdico e menos denso e acreditar que dominadores são músicos habilidosos, e seus submissos são dançarinos e dançarinas sendo guiados por um salão enorme que é o BDSM. Mas a dificuldade mor para alguém que quer entregar-se é para quê, quando, e com quem fazê-lo. Li algumas dicas suas em relação ao cuidado para escolher um dominador... Mas como sabemos, nada no seu blog é uma receita de bolo, que seguindo a risca na vida sairá como previsto, são boas dicas, luzes para iluminar os caminhos de quem não detêm conhecimento algum do assunto e portanto, encontra-se na escuridão. Infelizmente (e isso foge do controle de todos nós, até do seu que é extremamente experiente) nós lidamos com pessoas, e os leitores do blog, alguns perdidos assim como eu, acabam por vezes interagindo com pessoas não tão "confiáveis" assim, mesmo nós sendo irredutíveis em seguir seus conselhos, e levando no bolso na hora do encontro todos os "nortes" que encontraram aqui... A falta prática de experiência complica muito as coisas. Estas pessoas que dizem-se instruídas e confiáveis em nos guiar, muitas vezes podem acabar enquadrando-se em numerações (aquelas listadas no Tópico sobre Bate-Papo) diferentes da que acreditávamos e acabar se mostrando a "número 6". Eu queria sugerir, se não for abuso, que você fizesse eventos que promovam encontros de subs e doms/dommes (sei que já é feito isso mas com cunho de ser ENCONTRO mesmo, para trocarem experiências de forma prática e não apenas conversando, trocando ideias e debatendo sobre) ou que apresentasse o contato de outros dominadores que pudessem ser nossos mestres, pegue eu como exemplo, já é complicado para mim interagir com rapazes, por questão social e preconceito mesmo, imagine com um homoafetivo/bissexual, dominador e experiente? Parece muita exigência de minha parte mas são apenas requisitos que você mesmo citou para termos como referencial, a única diferença é que eu preciso que seja um rapaz que goste de dominar outros rapazes. Como você tem um caminho bem longo trilhado no mundo BDSM (não seja modesto, são 30 anos!) que cedesse contatos e amizades que fez ao longo do tempo, pessoas que tivessem interesse em instruir-nos dentro de nossas localidades (um referencial, como se fosse um dominador representante estadual) e até criar com auxílio de membros a longa data no ramo uma espécie de federação ou associação (existe? não encontrei nenhum referencial sobre) de BDSM, indicar masmorras e clubes de prática confiáveis e bem frequentados, que promovam a interação e principalmente a inclusão dos novatos e que os mais experientes queiram-nos em seu meio e nos abram as portas para esse universo desconhecido e intrigante! Obrigado!

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