4.5.16

Comentário de um "sem noção"

Comentário em "Proximidade" é uma história real ou uma fantasia?" (Do jeitinho que a pessoa anônima digitou): "achei que as postagens apenas mostram o lado pseudo-burgues classe média, do tipo "tradição, propriedade e família" que alicerça as praticas bdsm, mas tentando ser de algum modo "rebelde", quando se propoe questionar o que considera como "baunilha", porém sem causa, posto que de fato nao transgride os valores "baunilha" apenas os reforçam com praticas que no fundo tambem se embasam na perspectiva propriedade, tradição e familia (grupo de praticantes de bdsm). Alem disso, muitas vezes as postagens refletem uma concepção machista e muitas vezes misógina, objetificadora da mulher e do feminino, rebaixando o desejo feminino apenas a aspectos sexuais supérfluos. Enfim, um desserviço à liberdade de expressão do desejo sobretudo feminino."

Vamos lá... publiquei esse comentário para que não digam que não dou espaço para pessoas que discordam ou fazem críticas... mas não me peçam para aliviar. Caramba... é tanta besteira que nem sei por onde começo.

Então, vamos por partes:

Parte 1 - Diferenciando alhos de bugalhos - [ achei que as postagens apenas mostram o lado pseudo-burguês classe média, do tipo "tradição, propriedade e família" que alicerça as práticas BDSM" ]

Pseudo: Exprime a ideia de falso. 

Burguesia: A classe média da sociedade. Todos os grupos ou indivíduos cujos interesses se vinculam aos dos possuidores dos meios de produção. (Fonte: Dicionário Michaelis UOL).

A Tradição, Família e Propriedade (TFP), no Brasil registrada como Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, é uma organização civil de inspiração católica tradicionalista fundada primeiramente no Brasil em 1960 pelo professor catedrático, deputado federal Constituinte em 1934, escritor e jornalista católico paulista Plinio Corrêa de Oliveira. Ela é pautada na tradição católica e no combate às ideias maçônicas, socialistas e comunistas. A sociedade baseia-se na obra "Revolução e Contra-Revolução" e propõe uma vigorosa reação (Contra-Revolução) com base no amor à ordem cristã e na aversão à desordem (Revolução). (Fonte: wikipedia)

Ao colocar a descrição pseudo-burgues classe média, o "Anônimo" se refere de forma redundante (burguesia = classe média) aos pobres que fazem de tudo para parecerem ser da classe média, ostentando coisas que estas pessoas da classe média têm recursos para manter. Até poderia ser uma boa descrição para um baunilha, pois na minha visão o mundo Baunilha se fundamenta em aparências e sexo.

Mas, quando falo de aparências nesse caso, falo de forma muito mais ampla. Falo do personagem que a pessoa cria para a vida como um todo e em todas as camadas sociais, deixando escondida a sua verdadeira natureza. Óbvio que o "Anônimo" está longe de ver as coisas de forma mais ampla.

Pergunto: onde é que essa criatura viu qualquer referência ao tal "lado pseudo-burgues classe média" ????

Agora, destacando sobre TFP: "Combate às ideias maçônicas, socialistas e comunistas" — "Propõe uma vigorosa reação (Contra-Revolução) com base no amor à ordem cristã e na aversão à desordem (Revolução)"

E "tradição, propriedade e família que alicerça as práticas bdsm"... dado o significado de TFP colocado acima, em algum texto meu, foi colocado que este alicerça o BDSM ????

Parte 2 - [ mas tentando ser de algum modo "rebelde", quando se propoe questionar o que considera como "baunilha", porém sem causa, posto que de fato nao transgride os valores "baunilha" apenas os reforçam com praticas que no fundo tambem se embasam na perspectiva propriedade, tradição e familia (grupo de praticantes de bdsm). ]

Este trecho eu deixo para os que se divertem traduzindo pessoas alcoolizadas balbuciando palavras sem sentido.

Parte 3 - [ Alem disso, muitas vezes as postagens refletem uma concepção machista e muitas vezes misógina, objetificadora da mulher e do feminino, rebaixando o desejo feminino apenas a aspectos sexuais supérfluos. ]

Sobre isso cabem algumas considerações.

Sempre deixei claro que:

1. Não falo sobre verdades absolutas e sim sobre as minhas verdades, ou seja, o que as pessoas leem no meu Blog é apenas e tão somente a minha opinião sobre os temas abordados.

2. Afirmo que a minha concepção não é machista e posso provar isso com um argumento simples. O universo BDSM que vivo só é formado por três tipos de pessoas: Os que se completam Dominando, os que se completam sendo dominados e os que se completam em ambas as posições dependendo do parceiro... Nem mais, nem menos. Quando falo de Dominadores falo de meninos e meninas. Não é minha culpa que os substantivos quando no plural e se referindo a grupos, é comum de gênero. Para não restar mais dúvidas quanto a isso, tenho trocado o termo Dominadores por Dominantes e Submissos por posses.

3. Mea culpa... Objetificar e desumanizar são coisas que faço sistematicamente, mas apenas com quem se completa com isso... e jamais eu rebaixaria o desejo feminino a aspectos sexuais supérfluos... muito pelo contrário... tudo o que mais prego nessa área tem a ver com a massagem do principal órgão sexual do ser humano, ou seja, o cérebro. 

4. O misógino é aquele que nutre antipatia e aversão mórbida às mulheres... e isso, definitivamente não sou. Não vejo a mulher por um lado como um ser diferente de mim... ser mulher no trato comigo não dá nem tira pontos da pessoa. Gosto e respeito mulheres acima do gênero... coisa que aprendi na tolerância natural BDSM, onde tenho excelentes amigas Dominantes e as respeito como respeito aos homens Dominantes. Tenho um instinto protetor em relação às fêmeas da espécie que vem da minha formação de Cavalheiro, instinto este que se estende para idosos, crianças e pessoas que precisem dessa proteção. Agora, para consumo, prefiro a fêmea sovada, quente e úmida servida de bandeja, com uma maçã na boca (lembrando que só as que gostam disso).

Parte 4 - [ "Enfim, um desserviço à liberdade de expressão do desejo sobretudo feminino. ]

Liberdade de expressão do desejo sobretudo feminino. Mas o que seria um desserviço a isso? Cartas para a redação. mas focando na liberdade de expressão, por aqui é tanta que até resolvi dar espaço para este tipo de crítica.

Na verdade "Sr(a) Anônimo(a)", abordagens anônimas, mal escritas e sem fundamento como a sua (que são raríssimas) são apenas descartadas.

Esta em especial, resolvi publicar apenas para expor um tipo específico de sem noção e também para abordar algumas questões que podem não ter ficado claras para os meus leitores.

Críticas de pessoas que não tem a coragem de assinar o que estão escrevendo, eu simplesmente desconsidero.

Enfim, os que não aproveitarem algo disso, ainda podem contabilizar como um post de humor ou circo de aberrações.


GLADIUS MAXIMUS


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3 comentários:

  1. Ótima dissecação de sem noção parasitário/a que assolam o meio. Se dizendo contestadores, caem nas armadilhas discursivas que eles mesmo emitem.

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  2. Anônimo14.6.16

    Olá, vou me chamar de Joana, um Nome fictício mas que gosto muito. Sou casada e estou com meu marido há quase 20 anos. Apesar ddissosou jovem e nossa relação começou cedo e embasada por toda a imaturidade que universitários possuem.

    Nunca entendi minha natureza tão sexual, muito além do ser sensual. Uma mulher que jamais seria considerada bonita pela sociedade sempre teve quantos homens quis, porém nunca estive plena, satisfeita.

    Amo meu marido incondicionalmente mas, sexualmente falta algo. Lendo 50 tons de repente, por mais fantasioso que é, me senti normal, desejei essa relação e pela primeira vez tive de fato um orgasmo, apenas lendo. Ok, parece loucura, mas não é.

    eu entendi que quero cconhecer mais e tentar esse mundo, com ele, ai, um problema: ele é muito passivo, mas eu tenho um prazer incrível na submissão. Há como transforma-lo em meu dom?

    Nem sei como ccontara ele sobre meu lado submisso. Ele não se iinteressa sobre o assunto, claramente...

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    Respostas
    1. Olá Joana.

      Seu caso é interessante e também muito comum.

      Comum, pois é normal que durante o processo de aprendizado e evolução, a pessoa mude seus valores, consequentemente seu modo de perceber e sentir.

      Nesse processo de evolução dificilmente quem escolhemos para nos acompanhar na jornada evolui na mesma proporção ou direção.

      Livro como 50 Tons, apesar de muito longe da realidade, servem para chamar a atenção em relação a uma nova miríade de possibilidades em termos de prazer e relações afetivas.

      Quando pelo livro, ou por qualquer outro meio, a pessoa descobre que o BDSM é a direção que quer tomar, também é comum o seu parceiro não "correr junto". Este parceiro acompanha para agradar e até para não perder a parceira... ou não acompanha se apoiando na afirmação de que BDSM é para pessoas com problema.

      Quanto à questão de transformar seu parceiro em um Dom a coisa complica.

      Em primeiro lugar e só para traçar um paralelo... Existe maneira de fazer com que uma pessoa faça algo que não faz parte da sua natureza? (pergunta retórica).

      Não é possível fazer com que uma pessoa sem ter na sua natureza, submissa ou dominante, venha a ser submissa ou Dominante no meio BDSM (ou em qualquer outro meio).

      Se ela tem natureza submissa ou Dominante, existe sim a possibilidade de que esta pessoa migre para BDSM, mas por caminhos diferentes.

      O caminho da submissão é bem mais fácil pela sua própria natureza de seguir e servir, logo, basta que a pessoa queira se submeter que o milagre acontece. Sua evolução depende mais de quem a conduz do que dela própria, apesar de que esta também precisa participar ativamente desse processo.

      Já o caminho do Dominante é outro. É um caminho solitário e que não acaba. Não fabrica um Dominante BDSM. No máximo, pode se chamar a atenção da pessoa com este potencial para esse universo. Pode-se até ensinar ao potencial Dominante procedimentos, técnicas e posturas, mas quem tem que percorrer este caminho é o Dominante.

      Sobre a questão de como contar sobre o seu lado submisso, tem mais a ver com a natureza da sua relação. Se em 20 anos de relação, não chegou a um nível de intimidade e cumplicidade tal que todo e qualquer assunto possa ser abordado livremente, tem que se questionar se esta relação existe pelos motivos certos, mesmo que a sua contra parte claramente não se interesse sobre o assunto.

      Não sei qual o nível de verdade com que quer viver a sua natureza submissa.

      Se bastar o ato puro e simples de ser "submetida", talvez numa boa conversa você o convença a brincar de Dominador submissa para apimentar a relação. Óbvio que isso não vai te completar, mas você fecha os olhos na hora e fantasia que é Christian Gray com o seu abdome de tanquinho que esta te "possuindo".

      Se não bastar e precisar da interação com um dominador verdadeiro, tem que se perguntar se vai levar isso de forma paralela a sua relação afetiva baunilha ou se vai entrar de cabeça no Universo BDSM vivendo suas relações afetivas dentro dele.

      Recomendo que de uma boa olhada nas postagens abaixo, onde discorro sobre este assunto em específico e outros correlatos.

      http://www.gladiusbdsm.com/2011/11/gladius-maximus-pessoas-casadas-no-bdsm.html
      http://www.gladiusbdsm.com/2011/02/relacoes-bdsm-fabricando-o-parceiro.html
      http://mastergladiusmaximus.blogspot.com/2008/11/possvel-convencer-algum-se-tornar.html

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