Preconceito e BDSM

Dizer que não existe machismo e, tantas outras formas de preconceito no Brasil, é um dos mais puros gestos de hipocrisia que existe.

É escancaradamente óbvio que mulheres, nordestinos, negros e pobres não são tratados da mesma forma e, como diz a frase de George Orwell replicada em letra de música, “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.”

No BDSM só existem pessoas que se completam dominando, dominando pessoas que se completam sendo dominadas. Pessoas para descrever seres humanos independente do gênero.


Nesse Universo existem todas as combinações possíveis de gênero, então você coloca na sua própria frase um pensamento machista por sua própria conta.

Eu explico... pense... e como fica aquela minha amiga Lésbica que tem escravas mulheres? A submissa que consente e dá poder a sua Dona, reforça e afirma o tal "machismo"?

Então o Submisso que também consente e dá poder a sua Dona estaria reforçando e afirmando o tal "feminismo"? 

E como fica o Dominador homossexual que domina homens?

Seguindo essa linha me dá até dor de cabeça. Como fica a minha amiga switcher e bissexual que tem Dona em seu lado submisso, e uma escrava e dois escravos em seu lado dominante?

Dizer que dentro de certos grupos de pessoas que circulam dentro ou acreditam viver BDSM, não haja algum tipo de preconceito também seria querer demais, mas, não é com estas pessoas que convivo e nem ao menos me preocupo. Me preocupo com aqueles 0,1 % dos que estão comprometidos a viver BDSM de verdade.

Essa característica de não se agrupar pessoas pelo gênero é uma das melhores características desse universo, mas mesmo assim, vejo em alguns círculos pessoas se sentindo discriminadas, tais como Switchers por Dominantes puros, Submissas novatas ou avulsas pelas ditas submissas de alma, submissos por alguns Dominadores e até, pasmem, "Dominadores" por submissos que pregam a supremacia feminina.

Talvez o preconceito seja algo que venha no "pacote" do "ser humano” e sirva a princípio para as pessoas se agruparem deixando o "diferente" de fora e ficando muito mais evidenciado em pessoas menos evoluídas.

Eu escolho viver um BDSM puro e cristalino, onde não sou um melhor ser humano do que qualquer iniciante ou até mesmo do mais rastejantes submisso. Vivo um BDSM onde a minha superioridade é hierárquica... e sobre apenas a quem acha que mereço.

As festas e eventos BDSM são uma demonstração bem evidente do quanto o BDSM é "tolerante", pois nelas se agrupam Fetichistas, Podólatras, Drag Queens, Cross Dressers e da comunidade LGBTTIS.

Enfim, no "meu BDSM" não existe preconceito... para todo o resto... sou indiferente.


GLADIUS MAXIMUS







Um comentário:

  1. Adorei...sua ou suas submissas devem ficar loucas cada vez que as chama ou as toca....talvez não se encontre mais Dominad. Como você.(legítimo)...apenas alguns que querem brincar de dominador e submissas.

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