7.4.12

Top Iniciante 2

Ola! Sou uma grande admiradora sua e adoro seu blog e o mesmo é uma grande fonte de conhecimentos. Sou novata tive apenas uma experiência real, na cidade onde moro não tem nada relacionado ao BDSM, para mim fica impossível ter mais conhecimentos reais. Como posso fazer para ganhar mais conhecimentos, leio muito na teoria até sei algumas coisas, mas na prática é o problema.  Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem  "Top Iniciante": 

Uma coisa rara de acontecer é um “Top” pedir um conselho. Falo isso em relação a idade do Blog versus a quantidade quase nula de perguntas, mesmo anônimas, de Dominantes.


Acredito que quanto mais um indivíduo acha que sabe tudo, mas ele mostra que na verdade ele não sabe nada. Existe até um dito popular sobre isso e ele diz: “o primeiro passo para sabedoria é quando percebemos que não sabemos  nada”.

Uma frase boa que parece não valer para a maioria das figurinhas carimbadas que fazem parte do ”meio BDSM”. 

Bom... os que acham que sabem tudo não precisam de dicas nem de conselhos, pois não saberiam o que fazer com eles.

Agora, dá uma enorme satisfação ajudar a uma Top iniciante que já vem com a atitude nobre de se informar em relação ao que não sabe. Se hoje tenho alguma bagagem para transmitir, foi porque tive muitos mentores ao longo do meu caminho. Tive e tenho, pois em determinadas áreas não tenho a menor vergonha perguntar sobre algo que não conheço. Meu velho pai sempre dizia, “Meu filho, na dúvida, pare e pergunte. Andar sem rumo é coisa de idiotas.”

Agora, em relação à sua pergunta sobre ganhar mais conhecimento tenho a te dizer que o processo de aprendizagem é algo que nunca termina. É constante para as pessoas que estão em evolução permanente.

Existe alguma coisa de teoria disponível em Blogs e literatura especializada. Já foi muito pior, agora com a internet temos disponível muito material nas redes sociais temáticas como o www.fetlife.com e em sites de vídeo eróticos especializados em fetiches diversos. Sem muito trabalho você vai encontrar toneladas de materiais sobre Bondage, shibari, spanking, femdom, podolatria entre outras coisas divertidas e bacaninhas.

Infelizmente para haver uma evolução completa a prática é essencial. Obviamente que seria melhor e menos doloroso um processo de prática acompanhada de perto por um mentor veterano mostrando os atalhos, mas isso não é essencial.

É perfeitamente possível se fazer um caminho mais longo e lento que vai te levar ao mesmo lugar que um mentor te levaria rapidamente. 

Foi o meu começo. Na década de 70 quanto minhas tendências estavam aflorando e eu sentia algo “diferente” quando via mulheres em situação de vítimas de algozes e completamente indefesas. Os filmes “Os perigos de Paulina” e o “O Colecionador” mexiam muito comigo. Acho que desenho animado “Penelope Charmosa” foi um dos que causaram o maior “estrago”... na minha rua eu pegava as menininhas e adivinha quem era o Tião Gavião?

Ainda hoje quando vejo a Batgirl presinha e se debatendo... aquele corpo escultural  se contorcendo... os grunhidos escapando pela boca amordaçada... capturada pelo vilão em algum dos episódios vintage do Batman fico doidinho. Tão doidinho que até fica perdoado o fato do vilão nunca tirar nem a máscara, nem a roupa dela. Cá entre nós... muito estranho esses vilões que querendo matar de um jeito tão complicado e perdendo a oportunidade de escravizar a mocinha sem prazo de validade.

Eram outras épocas e tanto a sexualidade como um todo, quanto o BDSM só podiam aparecer assim... de forma velada e nas entrelinhas.

Material mesmo para resolver a questão na minha cabeça era escasso... muito escasso... e a conta só foi fechar perto dos meus 19 anos, quando tive a minha primeira escrava.

O meu começo não foi muito diferente do seu agora. Só que eu não tinha nem internet e nem um Gladius para pedir um conselho. Eu só tinha a minha natureza vindo a tona como a lava de um vulcão que explode e uma cidade sem ninguém com os meus gostos para interagir.

Você tem a opção que eu tinha e que era a de recrutar em meio aos “baunilhas”, fêmeas da espécie que tinham as mesmas tendências e a cabeça aberta o suficiente para todo um mundo novo de descobertas.

Minha vida foi essa por cerca de dezoito anos. Completar essa “maioridade” coincidiu com momento que essa vida nômade não me completava mais e que me moveu na direção de outras pessoas que viviam isso. Só a interação de alcova não me bastava mais.... eu precisava viver isso em comunidade... com um grupo que aceitasse o que faço e gosto de forma aberta... poder ser servido pelas minhas escravas fora do meu castelo.

Outras evoluções ocorreram depois desta, mas por enquanto e para você, a mensagem é que estar longe de onde o BDSM acontece de forma pública não vai te limitar... e por um bom tempo.

Você tem que se preocupar em achar boas parcerias e exercitar tudo o que viu, ouviu e leu.

Vai errar e acertar... mas isso faz parte.

GLADIUS MAXIMUS

► Top Iniciante 2





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10 comentários:

  1. Adoro o blog e vou volytar concerteza

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  2. Anônimo6.5.12

    gostei do blog!
    E das dicas para os menores.

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  3. Anônimo26.8.12

    Boa Noite... BDSM é um tema que me atrai muito, gostaria de conhecer mais sobre o assunto e acho que seu blog ira me ajudar, Desde já agradeço pelos ensinamentos que encontrarei aqui.
    Mary Arruda

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  4. Anônimo30.6.13

    Gostei do blog,aparecei mais vezes,aprendi bastante

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  5. Anônimo19.7.13

    Sou virgem no tema. Qto mais eu leio sobre o assunto, mais me convenço de que nunca fui possuída de fato. Outro ponto intrigante: sempre que se dirige a um Dom, é necessario chama-lo de Senhor? Vejo os comments no site e é Senhor daqui e dali... qual é o comportamento correto afinal?

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    Respostas
    1. Pergunta anotada.

      O comportamento correto é tratar como Senhor a apenas quem você respeite e julgue com o seu bom senso merecer isso. Simples assim.

      Pessoalmente odeio ser tratado como Senhor apenas por decoro ou liturgia. Amo quando ocorre naturalmente.

      É muito bom merecer isso.

      Excluir
  6. Não entendo muito isso mais pelo pouco que li em um livro fiquei muito interessada em saber como isso tudo funciona .

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  7. Anônimo28.3.14

    Eu tenho a sensação que nasci pra ser uma submissa, mas não acho ninguem que aceite me treinar pra isso, nunca provei as sensações da submissão, mas alguma coisa me diz que nasci pra isso

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  8. Anônimo21.6.15

    A cada dia estou mais fascinada pelo universo BDSM.
    Sou uma mulher que finalmente encontrei o meu caminho. E realmente essa transição é bem complicada. Principalmente pelo fato de ser casada e o meu marido não entender o quanto é forte esse meu lado.
    Tenho lido bastante e quando me deparei com o seu blog foi muito gratificante pelo conteúdo.
    Sobre o que você sente em relação a Batgirl, sinto o mesmo , mas pelo sexo oposto.
    O só o fato de poder imaginar em ter um homem nas minhas mãos, indefeso, amarrado e entregue me deixa enlouquecida.
    No mais, continuo seguindo e lendo tudo o que posta aqui.
    Obrigada pela sua dedicação com esse blog.

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  9. Mansoni28.9.16

    Gostei bastante da postagem, me identifiquei com a pergunta e sua resposta já deu uma bela ajuda. Obrigado!

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