22.2.14

Pessoas Casadas no BDSM

Introdução

Melhor do que falar sobre escravas casadas é estender o assunto para as pessoas casadas em geral, pois é a realidade de boa parte daquelas que passeiam pelo Universo BDSM.

Os “Casados” aqui são pessoas com qualquer tipo de relacionamento no mundo baunilha, e o que deve ser observado, são os motivos que as levam a permanecer neste relacionamento, enquanto buscam algo que as complete em outro universo.

Já coloquei no texto “transição” a minha opinião sobre as relações baunilha e baseado no que sempre observei à minha volta, acredito que estas têm uma validade ou tempo certo para expirar, variando de casal para casal. Contudo, são fadadas ao fracasso, pois já começam mal desde o início.

É um fracasso relativo, pois acontece apenas para quem varre a própria natureza para debaixo do tapete e se conforma com isso. Com certeza, a maioria nasceu mesmo para ser baunilha, incluídos 92,5% dos que teimam em se achar e passear pelo BDSM.

O mundo baunilha no que tange às relações humanas tem duas características marcantes. Aparências e hipocrisia. É o mundo da superfície, da imagem. Você é julgado primeiro pela sua conta bancária, pelo que veste ou pelo carro que dirige.

É o mundo da hipocrisia, pois existe uma insistência geral em se buscar um equilíbrio de forças dentro de relações humanas, onde o equilíbrio simplesmente não existe. E como já falei tantas vezes, estes baunilhas que ficam se achando mais do que são, quando trazem para dentro desse universo estes valores tão primitivos, são uma das maiores causas das distorções que vemos no BDSM e adjacências.

Vida dupla

O mundo baunilha é um grande mal necessário, afinal de contas, aonde iriam se situar aquelas “pessoas da sala de jantar que ficam ocupadas em nascer e morrer” da música Panis at Circencis? E “esses humanos que circulam pelas cidades aí afora” da música Humanos do Supla? Coitados... ficariam perdidos.

Mas a opressão da natureza é tanta, que mesmo para algumas pessoas baunilhas, não dá para aguentar. E se formam algumas camadas superiores a partir das erupções formadas por essa “pressão”. Casamento aberto e o swing são os efeitos nas pessoas mais evoluídas. Para as menos evoluídas, sobra a vida dupla, formada basicamente pelo adultério ou mesmo o sexo pago.

A vida dupla não é a mais honesta, mas é algo absolutamente comum dentro do mundo baunilha, e infelizmente, muitas vezes inevitável para aqueles tem algum tipo de impedimento externo ou para os que não têm coragem de assumirem o que são. Além disso, a natureza humana sempre nos conduzirá para atitudes que mantenham o equilíbrio.

Por outro lado, não vou me ater aqui aos motivos que levam as pessoas a "pularem esse muro" e sim, aos seus efeitos. Falar dos motivos pelos quais uma relação não dá certo é algo que por si só daria um belo tratado sobre as relações humanas. Até porque, já falei em outras oportunidades, que o problema não está nos formatos de relações e sim na escolha dos parceiros, isso valendo para tudo, amizade, sociedade comercial, casamento baunilha e relações BDSM.

Particularmente, nunca tive problemas em interagir com pessoas envolvidas em relacionamentos do mundo baunilha, por julgar que eram relacionamentos que ocorriam em outra dimensão. Mas isso era em outra época, bem no início da minha estrada. Hoje em dia, só vou interagir com um ser baunilha, se este estiver absolutamente comprometido a transcender para o BDSM e se tiver alguma relação baunilha, a relação vai se limitar ao nível de play partner.

Penso hoje que é imperativo que um ser baunilha, antes de pensar em um mergulho completo no Universo BDSM, escolhendo ter apenas esse tipo de relação, já tenha passado por todos os níveis de relacionamento do mundo baunilha. Já ter cometido todos os erros e acertos no mundo baunilha é algo que, indubitavelmente, facilita na escolha do BDSM como estilo de vida

Adúltero e baunilha apimentado

Acho que as grandes questões em relação às pessoas “casadas”, ou seja, as que têm relações no mundo baunilha (único lugar onde a palavra “casada” cabe) estão exatamente em como este “casamento” é levado junto com a relação BDSM. 

Se a relação BDSM é levada de forma paralela e escondida, não é uma relação BDSM, pelo simples fato de que é uma atitude não muito inteligente se dar nome a coisas que já tem nome. Mas é bom sempre lembrar que a maioria das “coisas” tem nomes e até abordagens diferentes, dependendo do ponto de vista.

Se a relação principal é a baunilha e você esconde as outras, você não é um Dom ou sub, você está cometendo adultério e por conseqüência é um adúltero e ponto, isto pela ótica baunilha é claro.

Mas a ótica aqui é outra, é BDSM. No texto “Apresentando os Sem Noção”, falo de um tipo de gente ruim que existe em todos os universos. E entre esses estão a maior parte dos “adúlteros” que cito neste texto. 

O melhor exemplo da exceção está na pessoa presa por circunstâncias realmente maiores do que a capacidade dela em se desvencilhar e que vai para o BDSM viver a sua natureza. Neste caso ela tem um proprietário ou submisso e vive de fato a hierarquia de que o BDSM é formado de forma independente da relação que tem no mundo baunilha.

Sendo assim, a escolha de viver de forma real uma relação de hierarquia que é base do BDSM, se submetendo ou dominando de verdade, se sobrepõe às relações de outras dimensões. E como são coisas que acontecem em dimensões de relacionamento diferentes, julgo não só aceitável como também inevitável.

Não deixa de existir, portanto, o adultério pelo ponto de vista baunilha. Porém, quando se ultrapassa a fronteira para o Universo BDSM, e ali o ponto de vista baunilha é irrelevante, a bolha BDSM se forma sendo irrelevante  as circunstâncias fora desse círculo.

Para os Sem Noção, a relação baunilha é sempre a principal e estes vem para o BDSM apenas  e tão somente, pela facilidade de se ter parceiros absolutamente convenientes e controláveis. 
Tanto como pseudo-submissos passivos e obedientes ou pseudo-dominantes querendo apenas o sexo fácil e apimentado que o adúltero quer e tem para dar.

Certa vez, disse a um amigo Dom, “Um verdadeiro Dominador, quando casado no mundo baunilha, têm que começar dominando a sua escrava número um, que é a sua esposa.” A minha maior satisfação foi vê-lo com a sua esposa numa festa temática, logo na semana seguinte.

BDSM como estilo de vida

Numa conversa deliciosa num 24/7, com pessoas que realmente importavam, falaram: “mas as pessoas do BDSM erram nisso... erram naquilo... e o papo ia em direção dos desvios e distorções. Eu disse uma coisa lá que vale para o “aqui e agora”... não adianta falar sobre os que erram, devemos falar para os que acertam e para os que querem acertar.

E o certo é viver sem mentiras e de forma pura e cristalina. Quando você é casado e de alguma forma percebe a existência do Universo BDSM, duas direções lógicas podem ser seguidas: pode mostrar o que descobriu para o seu parceiro e junto com ele fazer a transição ou aprender todas as técnicas disponíveis no BDSM e cercanias, para apimentar a relação.

Quem percebeu e quer viver o BDSM deve saber dos riscos de se apresentar o novo Universo de possibilidades ao parceiro. Muita coisa pode acontecer. Coisas que vão desde um grande despertar de curiosidade, passando por um estado de indiferença e chegando ao limiar da rejeição.

É uma grande escolha e que vai depender exclusivamente do quão evoluído é o parceiro, pois é mais fácil para um baunilha primitivo julgar o outro como doente mental ou pervertido. O melhor é ir bem devagar e abordar a novidade como algo para tornar a relação sexual mais interessante, ou seja, “brincar” com seu cônjuge. 

No caso deste parceiro não ter um potencial de dominância ou mesmo a mente aberta para novas possibilidades, o casal pode (e deve) lançar mão de todas as práticas e técnicas dos universos superiores para apimentar a relação.

Depois de finalizada a transição, o BDSM pode ser levado tranquilamente como estilo de vida e o Dominante pode fazer de uma das suas posses uma escrava 24/7 e apresentá-la como cônjuge no mundo baunilha, neste caso esta posse tendo todos os direitos legais que uma relação estável proporciona.

Quando o caso é de uma das partes já ser um Dominante ou submisso dentro do BDSM, a coisa já tem outro foco. Não é uma descoberta simultânea e sim a de uma parte já experiente apresentando ao parceiro algo que já entende, gosta e vive.

Para o Dominante é mais fácil, pois é da sua natureza treinar, doutrinar, ensinar, cuidar, proteger e em ampla maioria, os submissos são recrutados diretamente do mundo baunilha.

Para o submisso já é mais complicado, pois se para um Dominante treinar um submisso é árdua, a tarefa de fabricar um Dominante a partir de um parceiro baunilha é algo impossível.

No meu texto “Fabricando o Parceiro” cito que em todos os casos que observei a tentativa de se fabricar um parceiro BDSM dominante invariavelmente termina em frustração. Todas as pessoas que vi tentarem... falharam miseravelmente. E foi justamente isso que os levaram a buscar parceiros BDSM fora da relação baunilha.

Como o Universo BDSM ocorre na existência de hierarquia, o que na realidade não vai dar certo, é a tentativa de se construir uma pessoa que saiba lidar com o poder em um espaço curto de tempo. Dominar é fácil, exercer o poder é a parte difícil.

Concluindo

Casamento é um rótulo que define um dos formatos das relações possíveis dentro do mundo baunilha. E também é uma palavra que pode ser emprestada para outros usos metafóricos.

Muitos falam de uma sociedade comercial ou parceria de qualquer tipo como sendo um bom “casamento”. E dessa forma metafórica, um bom “casamento” pode ocorrer em qualquer universo e para ser verdadeiro deve ser vivido de forma pura e cristalina.

Em relação ao casamento literal, o do mundo baunilha, o principal a ser lembrado é que as dimensões são formatos de relacionamentos que ocorrem em níveis diferentes. Pessoas casadas no mundo baunilha não só podem, mas devem, em minha opinião, transitar por outros universos, desde que, quando em trânsito, venham a se adequar aos valores destes universos.

Um Dominante deve começar pelo domínio e o controle do que acontece em sua própria casa e tanto Dominantes como submissos não devem de forma alguma esconder dos seus parceiros baunilhas a sua verdadeira natureza. Isto é o que eu faço e que recomendo.

Em relação aos Dominantes em específico, não sou muito tolerante a que algo seja escondido da pessoa com quem mora e divide a vida. Não vejo, por mais que tente, exceções onde um verdadeiro Dominante precise esconder do cônjuge sua atividade BDSM. 

Nos casos onde isto não for possível e que por força maior, um parceiro baunilha não tenha como “abrir” seu lado BDSM para o outro, acho lícito que viva a sua natureza BDSM da maneira que for possível, sendo muito pior a tentativa de se reprimir ou ignorar a questão. Varrer para debaixo do tapete algo de grande volume acaba fazendo um grande calombo neste. Algo que em algum momento vai causar um belo tombo.

Verdadeiros “casamentos” acontecem em um nível acima de todos os universos dos relacionamentos humanos. Órbitas que, às vezes mais próximas, às vezes mais distantes, e ainda outras com a excentricidade dos cometas que passam períodos distantes e ocasionalmente mergulham até bem perto ficam numa dimensão superior onde se situa o magnetismo que atrai uma pessoa para outra e que as fazem gravitar

O que posso adiantar agora é que os melhores “casamentos” independem do tipo de pessoas que os compõem. Eles apenas acontecem.

GLADIUS MAXIMUS
Primeira versão publicada em  10/11/2011

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26 comentários:

  1. Muito interessante e como sempre instrutivo post Senhor.
    Parabéns sempre pela clareza do pensamento e abordagem do tema colocado.
    Meus respeitos sempre.

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  2. Ashley,

    Ando afastado resolvendo questões particulares, razão pela qual estou demorando para responder e produzir mais material.

    Merecer o respeito que me dedica é um esforço constante de minha parte.

    Fico feliz com os seus elogios e com a sua participação no Blog.

    GLADIUS MAXIMUS

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  3. Anônimo28.7.12

    sou submissa as vontades e desejos de meu dom quando estamos juntos. mas quando estamos separados na rotnina diária e na vida profissional controlo tudo isso me faz viver uma dupla personalidade, ainda mais, que cada vez q nos encontramos a presença dele é mais forte em mim. por mais q me entrego as vontades e desejos dele não quero perder o controle dos meus sentimentos. Preciso de estudo onde posso encontrar um bom material.

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  4. Anônimo12.9.12

    Anonimo...arrazou!!!!

    Sem mais....

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  5. Anônimo16.12.12


    OI...
    Bem, em primeiro lugar gostei do post. Um texto interessante e explicativo... Parabéns!
    Agora vou falar um pouco de mim... Tenho 32 anos e sou casada com um cara de 34 há 12 anos. Sou independente profissionalmente... mas descobri que tenho uma alma submissa. É estranho dizer isso, mas é assim que me sinto. Sou apaixonada por meu marido e até acho que somos privilegiados por conseguir manter a chama por tanto tempo. Há alguns anos atrás comecei a fantasiar sobre esse universo. Passei a ler, pesquisar, ver e me informar de todas as maneias possíveis. O tempo foi passando e isso foi ganhando cada vez mais espaço na minha vida. No sexo, virou fantasia prevalecente. Mas tudo sem meu marido sequer sonhar. Eu apenas fantasio e assim chego mais facilmente ao orgasmo.
    Só que fantasiar não basta mais pra mim. Quero realizar, quero praticar, quero realmente viver o universo; E por conta disso tentei ter relacionamentos virtuais, já que não me imagino fazendo esse tipo de confissão a Ele: Tipo, olha amor, eu quero mesmo é ser humilhada, xingada, açoitada, subjugada... tipo, ele vai no mínimo achar que eu endoidei. Esses "relacionamentos" virtais não passaram do primeiro papo em chats ou msn... Me sentia mal, traidora... Afinal, se eu tiver que pertencer a alguem, tem que ser a Ele. Ele é meu verdadeiro e primeiro dono.
    Não sei o que fazer, como colocar o Bdsm no meu casamento? Falo pra ele claramente? Me ajude!

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  6. ola, sou casada e as vezes me sinto frustrada com essa relação, já faz algum tempo q venho lendo seus posts, e digo, minha curiosidade tem aumentado cada dia mais, tenho vontade de ter alguém , q pudesse realmente me satisfazer , sinto falta de uma pessoa dominante , mas não sei se sou submissa tbm,eu quero me encontrar .

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  7. ola , faço parte de relacionamento baunilha apimentado, mas não me sinto satisfeita , gostaria de experimentar esse lado com (mais pegada como vc sugere) e ter alguém q saiba onde pegar, acompanho o seu blog já há algum tempo e me sinto muito atraída, mas não sei se sou totalmente sub , gostaria de me encontrar, obrigada.

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  8. Anônimo21.2.13

    desculpe sou baunilha mas meu marido é dominador e quer uma submissa e atençao vai toda pra ela como eu fico?

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  9. Sou casada...meu marido é Dono e Senhor de mim...sou amada 24h por dia...sou feliz

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  10. ... aguardando ansiosamente por este texto...

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  11. Oi GLADIUS MAXIMUS, tudo bem?! ...

    gosto de ler sobre o estilo de vida a dois no BDM, mas acho tãooo complicado que se entrasse nesse estilo de vida me perderia a casa 10 minutos rsrs, mas acho interessante... vc tradus muito bem o que é o BDSM, por isso venho de vez em quando para ler, eu gosto muito, mas não entendo o suficiente...

    Bjs.

    fatti.

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  12. Anônimo22.2.14

    Texto feito/editado pra mim!
    Sim, tenho um casamento de 4 anos porém um relacionamento de 13 anos ao todo. Confesso que até levamos uma vida "bem boa" pra todo esse tempo juntos. Mas... sempre existe um porém... Nunca gostei da rotina, aquela coisa maçante que faz do relacionamento e principalmente do sexo um saco!!!
    É, eu não gosto de fazer amor (arghhh)!!!!!
    Antes do casamento fazíamos coisas "alternativas" (como citado acima - swing), daí casamos... e bom, nem preciso dizer nada neh?!
    Eu adoraria vivenciar verdadeiramente o BDSM junto com o meu marido, já conversei, expliquei, montei um "dossiê" com informações pertinentes sobre o assunto, fotos e a resposta que tive?
    NÃO TIVE RESPOSTA!!!
    Não, eu não estou disposta a "sentar em cima" de todo o desejo...
    Porque eu vivo um casamento baunilha? Porque feliz ou infelizmente assim fui criada, acreditando nisso!
    Se me sinto ou me acho uma adultera?? Deixo esse julgamento para os outros!
    Mas eu deveria crer que nunca vou vivenciar o BDSM por ser casada?
    Dominantes e submissas não se fabricam, sendo assim... Restam-me poucas alternativas a não ser viver uma vida dupla!

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    1. Parece comigo... Podíamos conversar! Tenho dúvidas e medos sobre como manter essa vida dupla!

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    2. Pode falar comigo pelo Email:

      diariodeumdominador@gmail.com

      ou pelo messenger do meu perfil pessoal no facebook:

      https://www.facebook.com/mastergladiusmaximus

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  13. sabe meu caro eu sinceramente não espero que vc responda ,pois já leio seus post há um certo tempo e vc não responde nada +ou- 2 anos fico decepcionada com isso pq vc despertou minha curiosidade ,tenho tantas perguntas mas ninguem pra responder mas que eu tô fazendo .....vc não responde mesmo

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    1. Tem razão... andei afastado mesmo. Se tem tantas perguntas, pode fazê-las pelos canais adequados que estão neste link:

      http://www.gladiusbdsm.com/p/contato_5.html

      Experimente perguntar... acho que vai se surpreender.

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  14. Anônimo10.3.14

    Oi Máximus!

    Não acredito que estando casada, daria para levar uma vida dupla, principalmente se o seu anseio é ser sub. Deve haver marcas físicas. Pergunto: é possível submeter-se a essa prática e não sair marcada? E parte do cuidado? O DOM não é responsável pela sua sub? Ele deve cuidá-la sempre ou só em casos específicos como algum tipo de ritual?

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    1. Pergunta boa... mereceu um post... logo que publicar coloco o link aqui.

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  15. Anônimo21.3.14

    Olá! Gostei muito do post. Só queria comentar que, fui casada durante 6 anos. Tínhamos uma relação extremamente baunilha, em suas formas, posições, pensamentos, etc. Nos separamos pois acabei conhecendo um Dom e estamos juntos há 1 anos e 4 meses. O que me fez deixar meu relacionamento baunilha era justamente esse "apimentar a relação". Não é somente apimentar a relação, é conhecer melhor a pessoa e entender as vontades, desejos, pensamentos. Não são formas diferentes de se dar prazer ou dar prazer ao outro, é você olhar para seu parceiro e ver ele satisfeito, feliz, e com isso te fazendo feliz também, sem mentiras. É uma troca de confiança, respeito e até mesmo amor.

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  16. Ester22.8.14

    Gostei muito do texto! Abraços

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  17. Anônimo4.5.15

    Super 10 massa incrivel seu blog seus textos.... gosto de ler de novo e novo sempre viu. agora peço uma ajudinha ok: E se ela (ou ele) dominatrix (ou dominador) forem casados mas há + de 2 anos estão separados do(a) conjugê o que significa se procurar alguém fora do casamento baunilha ... procurar alguem no bdsm???w? muda o que p/ o submisso ou submissa em questão? Qual sua opinião e ajuda do seu ponto de vista com sua experiência bdsm????? futuro d 1 relaçao bdsm. grato desde agora!

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    1. Creio que as relações BDSM ocorrem em uma dimensão diferente das relações baunilha e conheço muitas pessoas que levam relações no dois universos de forma paralela e em perfeita harmonia.

      No BDSM as chances de encontrar parceiros com gostos alinhados aos seus é maior, mas o seu parceiro ideal pode estar em qualquer lugar e encontrá-lo é uma questão de paciência e sorte.

      Estude o assunto, faça amizade, tenha paciência e mantenha o bom senso a frente de qualquer decisão.

      GLADIUS

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  18. Anônimo10.7.15

    Boa tarde Máximus, venho lendo varios sites BDSM procurando como iniciar a transição do casal para este mundo e encontrei seu texto que é excelente, porem temos filhos e não vejo como podemos conciliar este universo e as crianças junto e ele, gosto muito da sua abordagem e de seus reflexões e adoraria de complementasse ou fizesse algo em torno deste assunto a paternidade e maternidade no BDSM.

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    1. Não há muito para ser dito sobre isso, pelo simples razão de que não existe de fato, nada em especial a ser conciliado nesse caso.

      O raciocínio é simples: Tudo o que acontece de mais íntimo dentro de uma relação BDSM, apesar de bem diferente, ocorre dentro do mesmo âmbito do que acontece de mais íntimo em uma relação baunilha (ou qualquer outra).

      Isto posto, a única coisa a ser conciliada com relação aos filhos é a questão de horários, pois da mesma forma que um casal não exporia sua vida sexual aos filhos, não vai expor a sua relação de Dono/escrava.

      E se o casal resolve viver sua realidade de alcova de forma grupal, com certeza não vai levar os filhos a uma festa temática BDSM, tampouco a uma casa de swing.

      Sobre o meu caso específico com o meu filho, escrevi aqui: http://www.gladiusbdsm.com/2013/03/meu-filho-e-eu.html

      GLADIUS

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  19. Anônimo23.6.16

    Olá, boa noite.
    Sou uma submissa em essência, tive o prazer de conhecer esse mundo e, como fui alertada antes de entrar de cabeça, depois que se conhece e se identifica com o BDSM é muito difícil se realizar de outras formas. Fui iniciada e por "n" motivos não deu certo com meu primeiro Dom. Foi quando conheci meu atual Dono, a essência da relação era totalmente D/s, mas nossos caminhos mudaram... hoje caminhamos entre o mundo baunilha e o BDSM, e como é bom. Durmo com o Dono e acordo com um baunilha ou vice versa. Sentir a pele arder a acada açoite e saber q a cada açoitada despreendida é por amor, cada ordem e punição é repleta de cuidado e bom senso.

    Seus textos são sempre excelentes.

    Paola de Dom Diogo

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  20. Estou a ler seus textos á um tempo, que esclareceram alguns pensamentos e questões minhas.Eu sinto a natureza em mim querer sair.

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